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Tem forma de chama e 87 pisos: o Centro de Lakhta, o maior edifício da Europa, está quase pronto

Este artigo tem mais de 4 anos

O Centro de Lakhta, em São Petersburgo, Moscovo, está desde 2012 a ser construído, é o maior edifício da Europa e considerado um dos dez arranha-céus mais amigos do ambiente.

9 fotos

Seis anos depois do início da sua construção, o Centro de Lakhta, o maior edifício na Europa, está quase pronto. A torre de 462 metros e 87 pisos, localizada no distrito de Primorsky, em São Petersburgo, na Rússia, está prestes a tornar-se o primeiro edifício “supertall” da cidade — considerado assim por ter 300 metros ou mais de altura.

A sua estrutura, dizem os criadores à CNN, foi pensada para ser “como uma agulha sinuosa”, girando 90 graus desde a base até ao topo. No topo do arranha-céus os ventos podem soprar até 137 quilómetros por hora e, por isso, a estrutura é estabilizada por 15 colunas de perímetro que redistribuem o peso longe do seu núcleo central. Para imaginar melhor a sua dimensão: foram utilizados 16.500 vidros na torre.

Até uma altura de 360 metros estará o espaço residencial e comercial e acima uma plataforma de observação e um restaurante que vão permitir aos visitantes uma vista do Golfo da Finlândia. Até ao final de 2019, estima-se que o arranha-céus esteja pronto.

O Centro de Lakhta vem substituir a Torre da Federação de Moscovo como o edifício mais alto da Europa e começou a ser construído em 2012 para servir como sede da empresa de gás russa, Gazprom. A torre foi, aliás, projetada com a silhueta de uma chama, uma característica que identifica a imagem da empresa.

O percurso não foi fácil. Já desde 2006 que a Gazprom olhava para São Petersburgo como o local para a sua nova sede. Primeiro, lançou um projeto para construir a torre no centro da cidade, mas encontrou resistência dos moradores locais, que afirmavam que o projeto iria arruinar o coração da cidade, Património Mundial da UNESCO desde 1990.

Depois de anos de debate, a Gazprom acabou por encontrar uma área a cerca de oito quilómetros a noroeste do centro da cidade. Segundo Philip Nikandrov, um dos arquitetos envolvidos no projeto, a empresa vai ocupar “cerca de um terço da área total”, estando o restante espaço reservado para instalações públicas que incluem uma sala multifuncional, uma área de retalho, centros médicos e de ginástica e um museu de ciência com um planetário.

O edifício caracteriza-se também por ser ecológico e um dos dez arranha-céus  mundiais mais amigos do ambiente. A fachada dupla da torre vai permitir reduzir o consumo e o aquecimento e ar condicionado a 50%. Além disso, haverá também um sistema expresso de metro ligeiro no distrito, juntamente com um sistema de transporte de água na costa do Golfo da Finlândia.

(Veja a fotogaleria acima com algumas imagens do interior e exterior da torre)

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