Rio Tejo

Agência do Ambiente alerta para degradação da água no Tejo e pede medidas a Espanha

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Agência Portuguesa do Ambiente diz que a qualidade da água do Tejo tem vindo a degradar-se na zona da barragem de Fratel e pede medidas a Espanha. Oxigénio abaixo do nível mínimo de qualidade,

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou esta terça-feira para o agravamento de qualidade da água do Tejo, em particular na barragem do Fratel, no concelho de Vila Velha do Ródão. A APA já avisou as autoridades espanholas para a necessidade de serem adotadas medidas de gestão de caudais do lado espanhol da bacia “que contribuam de forma efetiva para reduzir o risco de degradação da qualidade da água”.

Em comunicado, a APA revela que os valores atingidos para o parâmetro oxigénio dissolvido estão a baixar para níveis abaixo do patamar mínimo de qualidade (5 mg/l), o que pode potenciar riscos para a subsistência e a sobrevivência dos peixes. Estes registos ocorreram em particular no troço entre Perais e Cais do Arneiro.

O alerta antecipa ainda a previsão de temperaturas altas para o distrito de Castelo Branco que poderão conduzir a fenómenos de blooms algais, e contribuir para uma maior degradação da qualidade da água do rio.

Para além da comunicação que seguiu para a Dirección General del Agua de Espanha, foram ainda avisadas a Direção-Geral de Saúde e a EPAL, empresa de abastecimento de água a Lisboa. O Tejo foi cenário de vários episódios de poluição no ano passado, nomeadamente na zona entre Vila Velha de Ródão e Abrantes, e no início deste ano, potenciados pelos efeitos da seca. O Governo impôs a redução das descargas da empresa de celulose Celtejo apontada como a principal responsável pela acumulação de carga orgânica no leito do rio. Para além da revisão da licença desta unidade, que passou a variar consoante o fluxo de água, foi ainda efetuada uma operação de limpeza das lamas acumuladas por anos de efluentes da indústria de celulose.

A APA não faz referência a episódios de poluição que estejam na origem desta degradação da qualidade da água. Adianta agora que a monitorização diária o os dados que estão a ser recolhidos em tempo real, com o recurso a sondas automáticas instaladas na albufeira do Fratel, no troço principal do rio, permitem “antecipar episódios de poluição e assim atuar de uma forma preventiva face aos riscos que forem sendo identificados.”

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