A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que atribuiu 9 milhões de euros em ajuda de emergência a Itália para ajudar a melhorar os cuidados de saúde nas estruturas de acolhimento para requerentes de asilo e beneficiários de proteção internacional.

De acordo com o executivo comunitário, a assistência financeira abrangerá cerca de 42 mil pessoas nas regiões de Emilia-Romanha, Lázio, Ligúria, Toscânia e Sicília e será prestada atenção particular às necessidades das pessoas mais vulneráveis, incluindo mulheres e crianças.

Bruxelas sublinha que, com esta nova ajuda, ascende a 200 milhões de euros a assistência de emergência mobilizada pela Comissão para apoiar a gestão migratória em Itália, a que se somam os 653,7 milhões de euros atribuídos a Itália no quadro do Fundo para o Asilo, Migração e Integração e do programa nacional do Fundo de Segurança Internacional 2014-2020.

“A Itália tem estado sob uma pressão particular nos últimos anos e a Comissão não vai abrandar o seu apoio aos esforços italianos no que concerne à gestão migratória e em dar abrigo àqueles que necessitam de proteção”, comentou o comissário europeu responsável pela Migração.

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Dimtris Avramopoulos acrescentou que Bruxelas continuará a prestar apoio a “todos os Estados-membros sob pressão enquanto continua a trabalhar com vista a soluções europeias duradouras no longo prazo”.

O anúncio desta nova ajuda de emergência a Itália surge no mesmo dia em que o jornal ‘online’ EUobserver noticia que o novo Governo italiano gastou pelo menos 200 mil euros de fundos da União Europeia para escolar o barco Aquarius para Valência, Espanha, depois de ter recusado permissão para o desembarque dos mais de 600 migrantes que seguiam a bordo nos seus portos, em junho passado, informação que a Comissão Europeia disse hoje não estar ainda em condições de confirmar.