Agricultura

Governo diz que já foram pagos 66 milhões de euros aos agricultores lesados pelos incêndios em 2017

O Ministério da Agricultura desmentiu o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas de Midões quanto às ajudas aos agricultores lesados pelos incêndios de 2017.

Ricardo Graça/LUSA

O Ministério da Agricultura desmentiu esta quarta-feira o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas de Midões (MAAVIM) quanto às ajudas aos agricultores lesados pelos incêndios de 2017, informando que os apoios pagos rondam os 66 milhões de euros. “O Ministério da Agricultura desmente categoricamente o teor do comunicado” do MAAVIM, “no que às medidas de apoio aos agricultores afetados pelos incêndios do ano passado diz respeito, e repudia a atitude demagógica deste movimento”, refere o gabinete do ministro Luís Capoulas Santos.

Numa resposta por escrito a questões da agência Lusa, na sequência de uma nota divulgada esta quarta-feira por aquela organização, com sede no concelho de Tábua, distrito de Coimbra, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR) realça que, “no âmbito das medidas de apoio aos agricultores, visando a recuperação da sua atividade produtiva e dos seus meios de subsistência, implementadas e operacionalizadas na sequência dos incêndios ocorridos no ano de 2017, os apoios atribuídos e já pagos totalizam 65,91 milhões de euros”.

O MAFDR salienta que “a lista nominal e os montantes recebidos individualmente estão disponíveis” na página da internet do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP): www.ifap.pt/noticia?assetId=6.  O MAAVIM pediu esta quarta-feira a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que persiste a falta de respostas do Governo para as famílias afetadas pelos fogos de 2017.

O movimento decidiu recorrer a Marcelo Rebelo de Sousa, após o ministro da Agricultura ter anunciado que o Governo disponibiliza cinco milhões de euros para apoiar os agricultores algarvios cujas explorações foram atingidas, na semana passada, pelo incêndio que eclodiu em Monchique e que alastrou a concelhos vizinhos.

“Ouvindo hoje as promessas anunciadas para os afetados dos incêndios de Monchique”, o movimento liderado pelo empresário de Tábua Fernando Tavares Pereira “relembra que as medidas abertas para o Algarve deveriam ser aplicadas diretamente a quem tudo perdeu”.

Na sua opinião, “anunciar cinco milhões para algumas centenas de agricultores continua a ser o método de propaganda” do Governo. “A Assembleia da República deve obrigar urgentemente o Governo a abrir o apoio aos mais de 3.000 agricultores que ficaram de fora dos apoios, pela confusão dos procedimentos, para terem acesso aos apoios e alterar as regras do 6.2.2. para que possa ser executado com tabelas com valores reais”, afirma ainda.

A “operação 6.2.2.” inclui as medidas do Governo para apoio ao restabelecimento do potencial produtivo dos agricultores lesados pelos fogos de 2017.

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