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Guimarães não precisou de VAR para chegar à Vitória (a crónica do FC Porto- V. Guimarães)

Este artigo tem mais de 3 anos

FC Porto foi para o intervalo a vencer por 2-0 e a beneficiar de uma falha na comunicação com o VAR. O V. Guimarães deu a volta na segunda parte e os três golos deram razão a Conceição (2-3).

FC Porto não perdia no Dragão desde 2016, naquela que foi por isso a primeira derrota de Sérgio Conceição na Liga em casa
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FC Porto não perdia no Dragão desde 2016, naquela que foi por isso a primeira derrota de Sérgio Conceição na Liga em casa

AFP/Getty Images

FC Porto não perdia no Dragão desde 2016, naquela que foi por isso a primeira derrota de Sérgio Conceição na Liga em casa

AFP/Getty Images

No curto trajeto que têm de percorrer desde o balneário até ao relvado do Estádio do Dragão, os jogadores do FC Porto sabiam duas coisas: Benfica e Sporting tinham acabado de empatar na Luz e em caso de vitória os campeões nacionais em título colocar-se-iam em vantagem logo à terceira jornada; o adversário deste sábado ainda não tinha vencido esta temporada e Luís Castro ainda não conseguira implementar no V. Guimarães as boas indicações que deixou quando passou pelo comando técnico do FC Porto, do Rio Ave e do Desp. Chaves (três derrotas noutros tantos jogos oficiais).

Ainda assim – por falsa modéstia ou por simples conhecimento de causa –, Sérgio Conceição não estava convencido da teórica facilidade da partida. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador do FC Porto garantiu que este seria o jogo mais complicado até ao momento e demonstrou respeito pelos vimaranenses. Mas nem a noção da dificuldade do encontro levou Conceição a colocar Moussa Marega no onze titular: o maliano foi reintegrado nos trabalhos da formação azul e branca durante a semana mas começou o jogo no banco e o FC Porto repetiu o mesmo onze titular pela quarta vez consecutiva.

Ficha de jogo

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FC Porto-V. Guimarães, 2-3

3.ª jornada da Primeira Liga

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles; Herrera, Sérgio Oliveira; Otávio, Brahimi (Corona, 51′; Óliver Torres, 73′), André Pereira e Aboubakar (Marega, 62′)

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Suplentes não utilizados: Vaná, Éder Militão, Hernâni e Adrián López

Treinador: Sérgio Conceição

V. Guimarães: Douglas; Sacko, João Afonso, Pedro Henrique, Florent; Wakaso, Joseph (Tozé, 38′), André André; João Carlos Teixeira (Davidson, 77′), Tyler Boyd (Ola John, 58′) e Welthon

Suplentes não utilizados: Miguel Silva, Rafa Soares, Celis e Tallo

Treinador: Luís Castro

Golos: Brahimi (37′), André Pereira (43′), André André (63′, g.p.), Tozé (76′) e Davidson (87′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Wakaso (9′), Diogo Leite (24′), Felipe (78′), Florent (83′) e Alex Telles (87′)

Fábio Veríssimo apitou para o início da partida num Estádio do Dragão absolutamente lotado e cedo se percebeu qual seria o sentido do jogo. O FC Porto estava mais perigoso, mais veloz, mais esclarecido e um remate de Herrera que desviou em Joseph poderia ter colocado os dragões na frente logo aos cinco minutos de jogo. Felipe ia marcando de cabeça e foi travado por Douglas, Aboubakar teve tudo para fazer golo mas foi travado por João Afonso. O (primeiro) momento de êxtase no Estádio do Dragão estava reservado para um lance de génio de quem já nos habituou a estes coelhos tirados da cartola.

Mas é preciso contextualizar o momento do golo de Brahimi. Aos 37 minutos, quando o argelino tabela com Maxi Pereira e dispara um tiro da meia lua que só vai aterrar no sítio onde as corujas costumam dormir, o V. Guimarães está reduzido a dez jogadores. Joseph, peça importante no meio-campo vimaranense, caiu no relvado com dores musculares e saiu de campo para não mais voltar, sem que Luís Castro tivesse uma substituição engatilhada. Entre a saída de Joseph e a entrada de Tozé, Brahimi colocou os dragões em vantagem.

Seis minutos depois, quando Luís Castro já pensava no intervalo e no que teria de dizer à equipa para ainda lutar pelo resultado da partida, Alex Telles bateu um livre na esquerda do ataque azul e branco e André Pereira desviou leve, levemente, para a baliza de Douglas. O primeiro golo do jovem de 23 anos pela equipa principal do FC Porto fica, ainda assim, ensombrado: André Pereira está em visível posição de fora de jogo quando Alex Telles cruza e o golo é ilegal. Fábio Veríssimo faz um compasso de espera, parece comunicar com o VAR, nada acontece, segue jogo e o dragões vão vencendo por 2-0.

Entre os dois golos, outro momento do jogo: João Carlos Teixeira é tocado por Otávio à entrada da área, cai e pede-se penálti no banco vimaranense. Fábio Veríssimo mandou seguir sem hesitar.

Durante o quarto de hora de intervalo, enquanto todos se questionavam como é que Bruno Paixão, responsável pelo VAR, não alertou Fábio Veríssimo para a irregularidade do segundo golo do FC Porto, a explicação chegou. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol fez saber que a partir dos 15 minutos de jogo e até ao intervalo, devido a uma falha nas comunicações, o árbitro da partida não teve qualquer contacto com o VAR. O árbitro assistente não viu o fora de jogo, Veríssimo não viu o fora de jogo, Paixão até pode ter visto mas não conseguiu fazer nada sobre o assunto. Intervalo. O FC Porto vence por 2-0 e tem o jogo controlado.

O Dragão só pedia uma coisa para a segunda parte: o regresso de Marega. E Marega regressou mas o Dragão nem deu por isso. Quando o maliano entrou para o lugar de Aboubakar, André André ajeitava a bola a 11 metros das redes de Casillas e preparava-se para reduzir o marcador de grande penalidade.

Aos 76 minutos, já com Brahimi e Corona fora de campo por lesão, Tozé recebeu na área e disparou de pé direito para o empate. Sérgio Conceição deixou o ar concentrado e adotou o ar preocupado. O FC Porto precisava de vencer, ser líder e aproveitar o deslize de Benfica e Sporting. Mas aconteceu aquilo que, à saída para o intervalo, parecia impensável. A dois minutos dos 90, Davidson recebeu como Tozé tinha recebido e rematou como Tozé tinha rematado. O avançado brasileiro saltou do banco para gelar o Dragão e dar razão a Conceição: foi mesmo o jogo mais complicado até agora.

Douglas segurou com luvas de ferro a vantagem vimaranense e assinou defesas inacreditáveis que deixaram Marega, Herrera e André Pereira perto do desespero. No dia do aniversário do filho, o guarda-redes do V. Guimarães levou para casa o merecido prémio de homem do jogo.

O FC Porto voltou a perder no Estádio do Dragão dois anos depois os campeões nacionais não caíam em casa desde 2016. No dia em que podiam ter aproveitado o empate dos adversários diretos, os dragões perderam e estão agora atrás de Sporting e Benfica. Se o Feirense vencer amanhã o Boavista é o líder isolado do campeonato português.

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