É certo que os capacetes brancos reduzem um pouco a temperatura a que a nossa cabeça fica exposta sob um sol intenso. Mas nem isso nos serve de consolo quando circulamos de moto a transpirar em bica, dentro de um capacete fechado, os mais seguros. A Feher resolveu o problema, pelo menos parcialmente.

Se está a pensar que, a partir de agora e com o novo capacete ACH-1, vai passar a circular com estalactites de gelo a formarem-se no nariz, garantimos-lhe que está a ser excessivamente optimista no potencial tecnológico daquilo que a marca denomina como Mr. Cool. O que a invenção da Feher consegue é reduzir ligeiramente a temperatura dentro do capacete, tornando a vida do condutor muito mais agradável.

Devido ao sistema de arrefecimento do capacete, alimentado pela bateria da moto, quando a temperatura cá fora está nos 34ºC, dentro do ACH-1 a temperatura não ultrapassa os 27ºC, subindo para 29ºC se a temperatura exterior atingir 37, ou 30 se os termómetros cá fora acusarem 39ºC. Segundo a Feher, o sistema garante uma redução da temperatura interior entre 7 e 12ºC (ou mais, se a temperatura exterior for anormalmente elevada), o que ajuda ao conforto e a manter o condutor na posse de todas as suas faculdades durante as viagens, especialmente aqueles que têm tendência para quebras de tensão.

Recorrendo a uma solução similar à que a Feher desenvolveu para refrigeração pessoal, que é simultaneamente utilizada pela Rolls-Royce e Bentley – entre outros fabricantes – para refrigerar os seus assentos, o ar que entra no capacete passa antes por um “arrefecedor” termo-eléctrico, colocado na traseira do sistema de protecção, com o ar depois a ser canalizado e difundido por todo o interior de forma homogénea, através de uma rede da Tubular Spacer Fabric, patenteada pela Feher.

O ACH-1 da Feher já está à venda e não difere em preço dos restantes bons capacetes do mercado, por 599$ (ou 515€), sendo que este é o único a dispor de ar condicionado. E com a vantagem de, com a nova tecnologia de refrigeração, a pintura deixar de interferir de forma tão evidente no calor que faz lá dentro.