O antigo primeiro-ministro socialista espanhol José Luis Rodriguez Zapatero classificou, este domingo, a decisão do governo de exumar os restos de Francisco Franco do Vale dos Caídos de “extraordinariamente positiva”, considerando que “torna a democracia mais forte”.

A iniciativa de retirar daquele local os restos do ditador “consolida raízes democráticas na sociedade espanhola”, pois Franco “está enterrado onde estão tantas vítimas (…) do seu golpe de Estado e da sua ditadura”, declarou Zapatero num encontro com militantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) na ilha de Lanzarote, nas Canárias.

“Um ditador não pode estar num lugar de honra”, adiantou.

O decreto que autoriza a exumação de Franco, aprovado no último Conselho de Ministros e publicado no sábado, indica que, a partir de agora, o Vale dos Caídos será um “lugar de comemoração, evocação e homenagem às vítimas” da Guerra Civil onde “só poderão repousar os restos mortais” daqueles que morreram na guerra.

Após a publicação do decreto real, os netos de Franco divulgaram um comunicado, afirmando que não estão disponíveis “sob nenhuma circunstância” para colaborar “ativa ou passivamente” na decisão do governo.

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Acrescentam que reservam o direito de esgotar “todos os meios legais” à sua disposição para garantir os seus direitos como “únicos legitimados para decidir o destino dos restos mortais” do seu avô e expressam “confiança nos tribunais e na legislação atual”, que consideram ter sido “violada gravemente” pelo texto legal.