O automóvel usado que se vende mais depressa em Inglaterra é o Renault Zoe de 2016, eléctrico que, em média, fica apenas disponível durante 18 dias, de acordo com a britânica Auto Trader, que se dedica precisamente à comercialização de carros em segunda mão.

A contribuir para este resultado estará, necessariamente, a ainda pequena oferta de eléctricos, seja em quantidade, seja em variedade. Mas a rapidez com que o compacto francês alimentado a bateria encontra novo dono revela que os consumidores estão cada vez mais interessados em modelos eléctricos, com a vantagem do Zoe neste domínio a residir (potencialmente) na questão das baterias. Como a marca francesa propôs, desde sempre, o aluguer das baterias ao invés da sua compra, não há riscos para o novo proprietário. E isso, com certeza, influencia a decisão final de compra.

A directora comercial da Auto Trader, Karolina Edwards-Smajda, oferece uma outra perspectiva:

É extremamente encorajador ver o forte desempenho dos carros electrificados em Julho, o que reflecte uma queda da resistência dos consumidores [a este tipo de veículos]. Claramente, ainda há muito por melhorar antes da adopção em massa, mas as vendas dos carros electrificados cresceram 23,5% durante o segundo trimestre de 2018, o que faz com que eléctricos e híbridos estejam a engrossar a oferta ao nível das revendas.”

Certo é que, apesar da predisposição dos britânicos para adquirir em segunda mão modelos mais amigos do ambiente, de zero ou baixas emissões, os diesel ainda continuam a dominar a oferta e a ser a opção “mais atraente para consumidores preocupados com custos, especialmente quando a compra recai em familiares grandes”.

Logo atrás do Zoe posiciona-se o Peugeot 308 de 2013, na carroçaria hatchback e com motor diesel, sendo o 3º lugar do pódio ocupado pelo Volvo XC60 de 2015, disponível nos revendedores, em média, 19 dias.