A época na Premier League ainda agora começou e o Arsenal já se prepara para realizar mudanças na próxima temporada. De acordo com a imprensa britânica, a formação londrina está prestes a fechar um acordo de cinco anos com a Adidas no valor de 330 milhões de euros, quase o dobro do que recebe com o atual patrocinador, a Puma.

Caso se confirme o valor do negócio, o Arsenal conseguirá o terceiro melhor acordo a nível mundial, lucrando 66 milhões de euros por época, apenas atrás do rival Manchester United, também com um contrato de patrocínio com a alemã Adidas no valor de 83 milhões de euros, e do Barcelona, que recebe cerca de 155 milhões de euros anuais do seu acordo com a norte-americana Nike.

Ainda assim, os gunners vão superar os contratos conseguidos pelos rivais Manchester City (22 milhões de euros) e Tottenham (33 milhões), ambos patrocinados pela Nike, e igualar o negócio realizado entre Chelsea e Adidas, lucrando valores semelhantes aos apresentados pelo rival de Londres.

Este é o último ano de contrato entre Arsenal e Puma e, caso se confirme o acordo com a Adidas, os gunners voltam a usar equipamentos fabricados pela marca alemã 15 anos depois do último patrocínio (desde o final dos anos 80 até 1994).

O Manchester United é o clube inglês com melhor acordo de patrocínio, recebendo 83 milhões de euros anuais da alemã Adidas (Créditos: Getty Images)

Mas esta não é a única mudança a acontecer no Estádio Emirates: Unai Emery, técnico que chegou aos londrinos esta época vindo do Paris Saint-Germain, está a realizar uma revolução no plano de treinos da equipa e na ementa disponível para a alimentação dos seus atletas.

A querer romper com as rotinas da última temporada (que terminou com o Arsenal na sexta posição, a 37 pontos do campeão Manchester City) e com os métodos de Arsène Wenger o técnico espanhol introduziu mais sessões de treino, mais intensidade e até mesmo sessões de desenvolvimento individual, como são exemplos os casos de Ozil e Ramsey, que já admitiram terem tido uma espécie de lição privada por parte da equipa técnica.

Também o trabalho de ginásio foi alterado e reforçado, sendo agora realizado fora de portas — as máquinas que habitualmente se encontravam no ginásio estão agora ao ar livre, junto ao relvado, funcionando como a continuação dos exercícios realizados com bola.

São muitas as alterações promovidas por Unai Emery, desde as sessões de treino no relvado à alimentação diária dos seus atletas (Créditos: Getty Images)

Se os treinos são mais intensos e exigentes física e taticamente, a alimentação dos atletas terá de acompanhar as mudanças e Emery não deixa esse aspeto ao acaso. À semelhança de Arsène Wenger, que remodelou por completo a alimentação e hábitos no futebol inglês com a sua chegada em 1996, também o treinador espanhol tem as suas ideias bem vincadas.

O objetivo de Emery é secar e fortalecer o corpo dos atletas, pelo que uma grande diferença salta à vista quando comparado com o plano de Wenger: os hidratos de carbono estão totalmente proibidos. 

O Arsenal conquistou os primeiros três pontos na Premier League no fim de semana passado, com uma vitória por 3-1 frente ao West Ham (Créditos: Getty Images)

A restrição mais falada é mesmo a substituição total de qualquer sumo de frutas por simples água. A ingestão de sumos está proibida no plantel do Arsenal, já que, segundo Emery, estes contêm demasiado açúcar prejudicial ao desempenho dos seus jogadores.

Se o patrocínio da Adidas só entrará em vigor a partir da próxima época, as mudanças e restrições rígidas de Unai Emery já se encontram em marcha. Os treinos e a alimentação já estão diferentes, mas a prestação desportiva do Arsenal não está muito melhor: três jogos, duas derrotas (Manchester City e Chelsea) e uma vitória (West Ham).