Líbia

Confrontos em Tripoli já provocaram pelo menos 50 mortos

Os combates irromperam na semana passada, quando a Sétima Brigada, milícias de Tarhouna, uma cidade a cerca de 60 quilómetros a sul de Tripoli, atacou os bairros do sul da capital.

STR/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Pelo menos 50 mortos, incluindo vítimas civis, é o novo balanço das autoridades líbias dos confrontos dos últimos dias entre grupos armados rivais, em Tripoli, enquanto a missão das Nações Unidas (ONU) intensifica os esforços para um cessar-fogo.

Os combates irromperam na semana passada, quando a Sétima Brigada, milícias de Tarhouna, uma cidade a cerca de 60 quilómetros a sul de Tripoli, atacou os bairros do sul da capital. As Brigadas dos Revolucionários de Tripoli e a Brigada Nawasi, milícias próximas ao Governo apoiado pela ONU, em Tripoli, saíram em defesa da cidade.

Em comunicado, citado pela Associated Press, o Ministério da Saúde indicou que pelo menos 138 pessoas, incluindo civis, ficaram feridos desde então. O gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Genebra expressou a sua preocupação sobre o impacto dos combates em migrantes e deslocados internos.

A porta-voz Liz Throssell afirmou esta terça-feira que alguns dos quase 8.000 imigrantes detidos arbitrariamente estão presos em centros de detenção em áreas onde os combates ocorreram, sem acesso a alimentos ou tratamento médico. De acordo com o Governo de Unidade Nacional, mais de 1.800 famílias foram deslocadas pelos combates, desde 27 de agosto, de milícias rivais perto de Tripoli.

Também esta terça-feira a Agência de Refugiados das Nações Unidas convocou as partes envolvidas na luta para “poupar civis e infraestrutura civil e permitir a passagem segura para aqueles que procuram refúgio em áreas mais seguras”. A Líbia caiu no caos, após a revolta de 2011 que derrubou o governador Muammar Kadhafi e levou à sua morte.

O país é governado por autoridades rivais em Trípoli, cada um dos quais é apoiado por um conjunto de milícias. Os confrontos forçaram o Governo apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a declarar estado de emergência em Tripoli e arredores, referindo que a luta é “uma tentativa de impedir uma transição política pacífica” no país.

O Governo salientou que “não poderia permanecer em silêncio sobre os ataques a Trípoli e nos seus subúrbios, que é uma violação da segurança na capital e da segurança dos cidadãos”. Mohamed Buisier, analista político, disse que os combates eram esperados, uma vez que os grupos armados que protegem o Governo em Tripoli estão a obter “grandes parcelas de incentivos financeiros”.

“Isto é normal depois de anos de fracasso. Estamos numa nova fase em que ninguém pode tirar as milícias das suas armas. A Líbia precisa de uma força internacional de manutenção da paz”, frisou. A missão da ONU na Líbia tem se preparado para uma reunião entre as partes em conflito num esforço para pôr fim aos combates. Mohamed Buisier pediu para que “as várias partes interessadas” se reúnam esta terça-feira, para concretizar um “diálogo urgente sobre a situação de segurança” em Tripoli.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)