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Assunção Cristas

Incêndios. Cristas acusa Governo de gostar de fazer “brilharete com dinheiro dos outros”

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A líder do CDS-PP acusou o Governo de gostar de "fazer um brilharete com o dinheiro dos outros", no caso do dinheiro enviado por Bruxelas para as zonas atingidas pelos incêndios do ano passado.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A líder do CDS-PP acusou esta terça-feira o Governo de gostar de “fazer um brilharete com o dinheiro dos outros”, a propósito do caso do dinheiro enviado por Bruxelas para as zonas atingidas pelos incêndios do ano passado. Assunção Cristas diz que vai pedir explicações ao Executivo liderado por António Costa.

“O Governo continua a ter que dar muitas explicações sobre esta matéria. Nós pedimos a presença urgente do ministro responsável pela reconstrução, o ministro Siza Vieira, no parlamento, para explicar o aproveitamento ou o desaproveitamento, ou o abuso no uso dos fundos que foram canalizados para a reconstrução de Pedrógão”, lembrou a presidente dos centristas, Assunção Cristas.

Falando aos jornalistas no final de uma visita a uma escola básica no concelho de Lisboa, onde também é vereadora, Assunção Cristas foi instada a comentar a notícia que o jornal i publicou na edição desta terça-feira, e que dá conta que o Fundo de Solidariedade da União Europeia atribuiu 50,6 milhões de euros a Portugal no âmbito dos incêndios que fustigaram o país no ano passado.

Segundo o jornal, este dinheiro só chegará aos concelhos ardidos em outubro, e metade da verba vai ficar no Estado. Isto porque o Governo terá decidido atribuir 26,5 milhões de euros a candidaturas provenientes de instituições como a GNR, a Autoridade Nacional de Proteção Civil ou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. Na opinião da presidente do partido, “se calhar tem de se juntar também o ministro do Planeamento, uma vez que estão em causa questões como o próprio uso de fundos e de verbas europeias”.

“O que me parece é que o Governo gosta de fazer brilharete com o dinheiro dos outros. Ou é com o dinheiro da solidariedade dos portugueses, ou é com o dinheiro que vem de Bruxelas e que serve para pagar as suas próprias contas, pelas quais deveria ser responsável”, afirmou Assunção Cristas quando questionada sobre esta notícia. Para a centrista, o “dinheiro do Orçamento do Estado é sempre o último a entrar em todas estas contas, o que é um bocadinho estranho”.

Assunção Cristas vincou que “não há aqui uma resposta clara até agora por parte do Governo”, e por isso defendeu que “é preciso chamar, no limite, todo o Governo e o senhor primeiro-ministro à colação, para dar respostas claras sobre esta matéria”. “Faremos esse pedido de explicações no parlamento e certamente também junto do primeiro-ministro”, anunciou.

Assim, o CDS-PP quer saber “como é que o dinheiro pode chegar efetivamente às pessoas que dele precisam”, uma vez que para o partido é “certo que obviamente estes custos adicionais que houve para o próprio Estado têm de ser ressarcidos em primeira linha com certeza com o Orçamento do Estado, é para isso que ele existe”.

“Há de facto uma incapaz ação do Governo de fiscalizar e de garantir até agora que todas as verbas são devidamente aplicadas”, criticou Assunção Cristas, advogando que existem “vários níveis de financiamento, também vários níveis de aplicação do dinheiro e todos eles têm de ser devidamente escrutinados, com certeza pelo Governo”. Quanto a eventuais consequências políticas que advenham deste caso, a líder do CDS-PP remeteu essas elações para depois: “isso é o que vamos ver depois de saber se há respostas ou não”.

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