Jerónimo De Sousa

Jerónimo diz que PS “pula o pezinho para a dança” com PSD e CDS

O líder comunista lamentou a convergência dos socialistas com os partidos da direita em matérias como o processo Banif, os casos recentes da legislação laboral e a descentralização.

RUI MINDERICO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PCP acusou esta segunda-feira o Governo PS de lhe “pular o pezinho para a dança” com PSD e CDS e de preferir a convergência com a direita em diversas matérias estruturantes da sociedade portuguesa.

“Eu acho que há aqui um equívoco, de que estamos perante um governo das esquerdas ou de um governo de esquerda, quando, na prática, estamos perante um governo minoritário do PS, que, ao arrepio do que aconteceu naqueles quatro anos de governo PSD/CDS, conseguiu convergir connosco em relação a rendimentos, direitos, aspirações dos trabalhadores e do nosso povo”, disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas durante uma visita às Festas das Vindimas em Palmela, Setúbal.

“Mas o PS tem um problema: não só não se liberta dos constrangimentos, como até lhe pula o pezinho para a dança em relação a matérias estruturantes, convergindo com o PSD e o CDS. Lembro o processo Banif, os casos recentes da legislação laboral, a chamada descentralização – que é desconcentração -, em que, claramente, se verificou uma convergência [com o PSD e o CDS] “, acrescentou.

O líder comunista, que não quis responder de forma objetiva quando lhe perguntaram se considerava que o PS era merecedor do apoio que lhe tem sido dado pelo PCP e pelo BE, lamentou a convergência dos socialistas com os partidos da direita nas matérias referidas, mas lembrou as conquistas alcançadas nos últimos anos e reafirmou o empenho do PCP numa estratégia de convergência com o partido do Governo para evitar o regresso a um novo governo do PSD e do CDS.

Jerónimo de Sousa lembrou, no entanto, que ao longo do atual mandato, o PS não foi forçado a acompanhar o PSD e o CDS em muitas matérias, antes “correu por gosto”, como se verificou, segundo o líder comunista, no caso da descentralização de competências paras autarquias locais.

“O PS não foi forçado, acho que correu por gosto com o PSD nessa matéria. Por isso, aquilo que dizemos, num quadro contraditório, real, que existe, nós, caracterizando o que o governo PS faz e quer fazer, de qualquer forma, não perderemos nenhuma oportunidade para que os trabalhadores e o nosso povo vivam melhor. Este é o objetivo”, disse.

“Pode dizer-se que é tático, que é imediato, sem dúvida, mas, o quanto pior é sempre pior, o quanto melhor é melhor e, nesse sentido, estamos empenhados, mesmo reconhecendo que é necessária uma política alternativa àquela que está a ser executada pelo governo do PS”, concluiu Jerónimo de Sousa, deixando claro que é o PS que tem de fazer opções sobre o Orçamento do Estado para 2019 e sobre as políticas de governo.

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