Aproveitando duas coisas que possui em abundância, tempo e dinheiro, aliados às conhecidas preocupações, o Príncipe de Gales decidiu que estava na altura de adquirir um veículo eléctrico para a sua frota real.

Como esta decisão teve lugar numa altura em que Charles Philip Arthur George passou a ser amigo de Kimbal Musk, irmão do CEO da Tesla, é bem provável que tenha sido este a plantar a ‘semente’ das vantagens dos modelos eléctricos, no que ao ambiente diz respeito. Vai daí, Carlos, que desde pequenino segue o protocolo à risca, testou o Model S da Tesla e o Jaguar I-Pace, tendo escolhido este último. E escolheu muito bem, pois para começar o carro é inglês e não devia cair muito bem, junto dos súbditos, a realeza comprar um carro americano, que nem sequer tem fábricas nos terrenos do reino. Mas a decisão foi também acertada, pois dificilmente o Model S conviveria bem com as caçadas de que o Príncipe de Gales tanto gosta.

Optando pelo I-Pace, Carlos fez depois questão que a Jaguar o pintasse da sua cor favorita, o Loire Blue, tom que apesar de não estar disponível para o I-Pace – a plebe tem de optar pelo Ceasium Blue –, o fabricante britânico teve de dar um jeito. E agora Carlos já pode passear sem prejudicar o ambiente, o que se saúda.

Na recheada garagem do filho da rainha encontra-se uma série interminável de veículos, de Rolls a Bentley, passando pelos Aston e outros veículos de produção local. Mas, entre eles, o único que vagamente poderia reivindicar ter algumas preocupações ambientais – mas não muitas – era o Aston Martin DB5, que o príncipe mandou modificar para trabalhar com bioetanol, em vez de gasolina, com esse álcool a ser produzido a partir de restos da indústria vinícola britânica.