À primeira vista, tudo levaria a crer que se trataria de um acidente vulgar, daqueles que se vêem no trânsito com alguma regularidade. Um Nissan Leaf bater num Lexus RX 450h estaria longe de ser uma novidade, a menos que o acidente envolvesse alguém muito conhecido. E envolvia: a Apple.

A tecnológica americana era a proprietária do SUV nipónico, que aguardava para entrar numa via quando foi embatido por trás pelo eléctrico da Nissan. Sucede que o Lexus estava a ser utilizado para efectuar testes ao sistema de condução autónoma em que a Apple tem vindo a trabalhar. E isso suscitou nova onda de curiosidade em torno do tema, ficando-se a saber agora não só que trabalham neste projecto 5.000 pessoas, pelo menos, como também que dos três veículos inicialmente autorizados pelo Department of Motor Vehicles a efectuar testes nas estradas da região de Silicon Valley, na Califórnia, o projecto já cresceu para mais de 60 carros.

A bordo segue sempre alguém pronto a assumir o volante, mas o objectivo da companhia será vir a impor-se como fornecedora dos construtores de automóveis, ao invés de fazer o seu próprio carro. No processo, a Apple quer “atacar” a mesma clientela a quem a rival Google, através da recém-criada divisão para a condução autónoma Waymo, se prepara para vender tecnologia “chave na mão”.