José Sócrates vai pedir a abertura instrução na Operação Marquês? O suspense vai continuar, pelo menos até às 24h desta quinta-feira, 6 de setembro. Nos últimos dias, muitos têm sido os arguidos da Operação Marquês a pedir a abertura de instrução (uma espécie de pré-julgamento em que o acusado pede que um juiz analise o caso construído pelo Ministério Público antes de o processo ir a tribunal).

Até segunda-feira, dia 3 (o prazo para entrega dos requerimentos), Henrique Granadeiro, Bárbara Vara, Zeinal Bava, Joaquim Barroca e empresas do Grupo Lena (Lena SGPS, LEC SGPS e LEC SA) foram os únicos a formalizar este pedido judicial. O nome de José Sócrates não fazia parte desta listagem, o que adensou a incerteza sobre se o ex-primeiro-ministro iria adotar a mesma posição de Ricardo Salgado, que decidiu não pedir a instrução do processo, ou se iria aproveitar o prazo extra de três dias (mediante pagamento de uma multa), que está previsto na lei.

Terça-feira, 4 de setembro. Segundo informações da PGR, no primeiro dia da extensão de prazo houve mais uma enchente de pedidos de instrução, enviados por Hélder Bataglia, Rui Mão de Ferro, Gonçalo Ferreira e o Vale do Lobo Resort Turísticos de Luxo e Oceano Clube. Sócrates? Nada.

Dois dias depois da última vaga de pedidos de instrução, já com o prazo limite final no horizonte — expira às 24h desta quinta-feira, 6 de setembro –, surgem novos requerimentos, nomeadamente de José Paulo Pinto de Sousa, José Diogo Ferreira, a empresa Pepelan e de Carlos Santos Silva. Pelo que se pode ver, continua a faltar um dos nomes mais importantes deste processo. Até às 24h, José Sócrates pode ainda enviar o pedido via fax, e-mail ou carta (desde que se prove que esta foi enviada em tempo útil).