Tribunais

Julgamento da Operação Aquiles adiado para outubro

Primeira sessão chegou a estar marcada para março, mas advogados não tinham disponibilidade. Agora, a dias de arrancar, há um juiz que está em licença de paternidade e só regressa em outubro.

Dois chefes da Polícia Judiciária são arguidos no processo por receberem dinheiro de uma rede de traficantes

LUÍS FORRA/LUSA

Cinco dias antes do arranque do julgamento do caso Aquiles, que sentará no banco dos réus 29 arguidos entre eles dois antigos chefes da Polícia Judiciária, os advogados foram notificados de mais um adiamento. A primeira sessão estava prevista no Campus de Justiça, em Lisboa, para o próximo dia 11 de setembro e acabou adiada para 16 de outubro porque o juiz adjunto se encontra em licença de paternidade.

Segundo a notificação a que o Observador teve acesso, só quarta-feira a juíza titular do processo tomou posse na sequência do último movimento judicial de agosto e se apercebeu que o seu juiz adjunto estava ausente. Encontra-se em “gozo de licença de paternidade previsivelmente até meados de outubro”.

Como o processo em causa revela especial complexidade, a juiz presidente entendeu não substituir o juiz deste caso que se prolongará “indubitavelmente”. Assim, fica marcada a primeira sessão para as 9h30 de 16 de outubro.

Esta não é a primeira vez que o início do julgamento do caso é adiado. A primeira marcação foi feita em março, mas por indisponibilidade de os advogados conseguirem estar todos presentes na sessão, o coletivo de juízes decidiu adiar.

São 29 os arguidos que se vão sentar no banco dos réus. Em causa a ligação de um coordenador da PJ a uma rede de traficantes colombianos. Além de Dias Santos, são também arguidos no caso o ex-inspetor chefe da Direção Central de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, Ricardo Macedo, e o cabo da GNR, José Baltazar da Silva, do destacamento de Torres Vedras. São acusados de receber milhares de euros de redes de tráfico de droga para lhes permitirem escapar às autoridades com informações privilegiadas sobre operações policiais.

Entre os arguidos está também Frankelim Lobo, conhecido pela PJ como o maior narcotraficante português, com residência em Málaga, Espanha, mas com paradeiro desconhecido das autoridades.

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