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Providência cautelar de Bruno de Carvalho não deverá impedir realização das eleições do Sporting

Presidente destituído do Sporting interpôs providência cautelar para suspender ato eleitoral, mas o clube foi notificado e tem dez dias para responder. Decisão não deverá sair antes das eleições.

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Autor
  • Fábio Ferreira Lima

Bruno de Carvalho interpôs uma providência cautelar para suspender a realização das eleições para os órgãos sociais do Sporting, marcadas para sábado, dia 8. A informação foi confirmada à Lusa pelo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, Jaime Marta Soares, que assegurou que o clube foi notificado da ação esta quinta-feira.

Assim, o Sporting terá dez dias para responder à notificação do tribunal, permitindo que as duas partes do processo sejam ouvidas. Com esta notificação e o prazo legal para a sua resposta por parte do clube de Alvalade, dificilmente será tomada uma decisão sobre o processo em tempo útil para suspender as eleições leoninas, pelo que a sua realização não estará em risco.

Na segunda-feira, Bruno de Carvalho viu cair uma providência cautelar que tinha o objetivo de permitir a sua candidatura às eleições leoninas, tendo, no mesmo dia, anunciado a intenção de impugnar o ato, caso este se realize.

O ex-presidente do clube foi eleito em março de 2013 e reeleito em 2017, mas foi destituído em Assembleia Geral extraordinária a 23 de junho, com 71,36% dos votos, e mais tarde suspenso de sócio pela Comissão de Fiscalização criada na sequência da demissão da maioria dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Na sequência da decisão, foram marcadas eleições para os órgãos sociais do clube, para o próximo sábado, 8 de setembro, e Bruno de Carvalho viu a sua candidatura rejeitada pela Mesa da Assembleia Geral, com base no facto de estar suspenso de sócio.

João Benedito (lista A), José Maria Ricciardi (B), Frederico Varandas (D), Rui Jorge Rego (E), José Dias Ferreira (F) e Fernando Tavares Pereira (G) são os candidatos ao ato eleitoral, depois da desistência de Pedro Madeira Rodrigues a favor de Ricciardi.

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