Um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter sacudiu as ilhas Fiji, no Oceano Pacífico. O sismo teve origem a 101 quilómetros de Suva e a 608,6 quilómetros de profundidade, afirma o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que detetou o abalo. Não há risco de tsunami, considera o serviço geológico norte-americano: por norma, sismos tão profundos não produzem tsunamis preocupantes. À conta disso, e apesar de ter uma magnitude tão alta, a população pode ter sentido apenas leves tremores de terra.

As ilhas Fiji são parte do “Anel de Fogo”, uma região da Terra onde acontece a esmagadora maioria dos terramotos e das erupções vulcânicas mais violentos do mundo. Isso acontece porque em volta desse Círculo de Fogo do Pacífico os movimentos litosféricos são especialmente ativos: a Placa de Nasca e a Placa de Cocos mergulham por baixo da Placa da América do Sul, que se está a mexer para oeste. Em paralelo, a Placa de Cocos está a mergulhar por debaixo da Placa do Caribe. Uma parte da placa do Pacífico também está a degradar-se por baixo da Placa Norte-Americana. A norte, a Placa do Pacífico vai-se mexendo para noroeste e desaparecido debaixo das ilhas Aleutas. E a oeste também mergulha ao longo dos arcos da Península de Kamchatka.

Todas essas regiões de subducção — quando uma placa choca contra outra e mergulha por debaixo dela — criam uma grande instabilidade tectónica. É aqui que estão as maiores fossas geológicas alguma vez detetadas no planeta Terra, nomeadamente a Fossa das Marianas. Estima-se que 90% dos abalos sísmicos registados no planeta aconteçam no Anel de Fogo: quando as placas chocam, as rochas que as compõem acumulam energia mas libertam-na sob a forma de ondas sísmicas quando atingem um ponto máximo. Essas ondas sísmicas podem sacudir os países que ficam por cima dessa região e as Ilhas Fiji é um dos países insulares mais massacrados por este fenómeno geológico.