A Tesla já tinha surpreendido os seus detractores em Julho, quando vendeu 14.250 unidades do Model 3, o seu eléctrico mais acessível, que irá ter uma versão por 35.000 dólares, cerca de 30.200€ (mas mais tarde), e que por agora custa entre 55 e 75 mil dólares. Nesse mesmo mês, a Nissan colocou no mercado pouco mais de 7.000 Leaf, enquanto os restantes rivais tiveram dificuldades em ultrapassar a 2.000 unidades dos seus modelos movidos a electricidade extraída de baterias.

Pois bem, um mês depois, em Agosto, o Model 3 volta a surpreender: vende 17.800 veículos, novo recorde, que dá uma média próxima de 4.500 unidades por semana, longe das 5.000 que tinha prometido, mas tão acima da concorrência que torna difícil atacar o fabricante californiano. Basta ver que a Jaguar vai apenas fabricar 15.000 unidades do I-Pace por ano (ainda que hajam rumores que esse valor caiu para 13.000), enquanto a Porsche se vai limitar a 20.000 Taycan por ano, número que o Model 3 atingirá em breve por… mês. Isto quando o até aqui líder mundial dos eléctricos, o Nissan Leaf, vende mensalmente menos de metade.

Para se aperceber do domínio que a Tesla tem sobre este mercado, basta ver que, neste momento, o Model 3, que ainda só está a ser comercializado nos EUA, já ultrapassa as vendas de todos os modelos da BMW nesse mercado, o que não deixa de ser impressionante, atendendo a que é um modelo eléctrico, tecnologia de que nem todos os condutores gostam, e não necessariamente barato.