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Para nós, que temos o conhecimento da língua sérvia um pouco enferrujado, o texto que aparece escrito no capot e portas do Classe C Coupé passa-nos um pouco ao lado, mas os locais que vêem o carro na via pública tomam a reclamação como boa e alinham com o condutor, na crítica contra o fabricante. Os milhares que vêem o carro e os milhões que apenas vêem as fotos, que circulam pelas redes sociais.

Nas portas aparece escrito uma versão mais reduzida do problema: “Mercedes é lixo, 30.000 km troca de embraiagem não coberta pela garantia”. No capot do motor, sem dúvida por ter mais espaço para dar largas à sua queda para a escrita, o condutor publicou a versão mais completa: “Mercedes é lixo, motor de arranque substituído aos 13.000 km e embraiagem aos 30.000 km, ambos não cobertos pela garantia”.

Não nos ocorre qualquer motivo válido para que o motor de arranque não esteja coberto pela garantia aos 13.000 km, pelo que ou o concessionário da marca tem uma linda história para contar, que não favorece o proprietário do Mercedes, ou é altura da marca alemã procurar outro dealer, pois com este não vai longe.

É bom recordar que as reparações ao abrigo da garantir não representam qualquer custo para o concessionário, que imputa à fábrica todas as despesas relacionadas com a intervenção (apenas não aos preços que pratica aos clientes). Tem contudo de garantir que não houve má utilização, nem foi praticada qualquer intervenção ou alteração fora da rede oficial de concessionários, o que tão pouco é habitual acontecer ao nível do motor de arranque.

Já o problema da embraiagem é diferente, uma vez que, à semelhança das pastilhas de travão, é considerado material de desgaste, logo não coberto pela garantia. Mas ou bem que há um motivo óbvio, ou não haverá clientes com vontade de comprar um carro que tenha de levar uma embraiagem antes mesmo de mudar de pastilhas ou pneus.

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