Estados Unidos da América

EUA. Hotéis vão dar “botões de pânico” aos funcionários para prevenir crimes e assédio sexual

Várias cadeias hoteleiras norte-americanas, incluindo a Hilton e a Marriott, vão fornecer "botões de pânico" aos funcionários para combater o assédio sexual e outros crimes.

Os "botões de pânico" foram descritos como caixinhas pretas com um botão vermelho, havendo a possibilidade de conterem um localizador GPS e emitirem sons fortes quando ativados.

AFP/Getty Images

Várias cadeias hoteleiras norte-americanas, incluindo a Hilton e a Marriott, vão fornecer “botões de pânico” aos funcionários para combater o assédio sexual e outros crimes. Depois de anos de resistência, anunciaram que vão, finalmente, ceder à pressão dos sindicatos e ativistas, reforçada pelo movimento #MeToo.

“Proteger os nossos empregados e os milhões de clientes que ficam hospedados nos nossos hotéis todos os dias tem uma importância primordial para a indústria”, disse Katherine Lugar, presidente e chefe executiva da Associação Americana de Hotéis e Alojamento, citada pela Reuters. Segundo a representante, esta medida representa um investimento de centenas de milhares de dólares e vai afetar dezenas de milhares de funcionários nos próximos anos.

O dispositivo foi descrito por Arne Sorenson, CEO do Marriott, como uma caixinha preta com um botão vermelho. Há ainda a possibilidade de este poder conter um localizador de GPS e emitir sons fortes quando ativado.

A Marriott International Inc e a Hilton Worldwide Holdings Inc comprometeram-se a fazer a medida entrar em vigor até 2020.  Outras cadeias — como a InterContinental Hotels Group Plc, a Wyndham Hotels & Resorts Inc e a Hyatt Hotels Corp — estão ainda a estudar a sua aplicação. No total, os cinco grupos totalizam cerca de 45% de todos os quartos de hotel nos EUA.

A indústria hoteleira e da restauração contabilizam o maior número de queixas de assédio sexual apresentadas na Comissão da Igual Oportunidade de Emprego, entre 2005 e 2015 (14%). Em Chicago, um estudo que entrevistou 500 mulheres concluiu que 58% das funcionárias de hotelaria e 77% de casinos já foram vítimas de assédio sexual por hóspedes.

Os sindicatos já tinham conseguido a adoção dos “botões de pânico” em várias cidades norte-americanas, nomeadamente em Washington, Seattle, Chicago, Las Vegas e Miami. Em Nova Iorque, vários hotéis adotaram o dispositivo desde 2012, quando o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn foi acusado de abusar sexualmente de uma funcionária do hotel onde tinha estado hospedado em 2011.

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