A epidemia de cólera que tem afetado a Argélia desde início de agosto e que já matou duas pessoas “chega ao fim”, assegurou esta segunda-feira à AFP o diretor de Prevenção do Ministério argelino da Saúde, Djamel Fourar.

“Só três doentes estão ainda hospitalizados”, declarou Djamel Fourar. “O ciclo da epidemia chega ao fim”, afirmou. Após o reaparecimento da doença, a 7 de agosto, depois de 22 anos sem casos na Argélia, foram registados 98 casos confirmados de cólera, precisou Fourar.

Domingo, após cinco dias sem confirmação de novos casos, a equipa responsável pela cólera detetou um novo doente em Blida, a região situada a cerca de 50 quilómetros a sul de Argel, explicou. Um outro caso foi também registado nos últimos dias, pela primeira vez, em Oran, a décima segunda vila da Argélia a 400 quilómetros a oeste da capital, mas o paciente não foi infetado naquela zona, assegurou Fourar, sem precisar quando é que o novo caso tinha sido descoberto.

Uma investigação epidemiológica está em curso para se perceber a origem da contaminação deste paciente, indicou aquele responsável. A região de Oran só agora foi abrangida pela epidemia que afetou essencialmente a região de Blida e as zonas limítrofes de Tipaza e Argel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a incubação da cólera demore até cinco dias, mas a bactéria responsável pela doença pode permanecer até 10 dias ativa. A cólera é uma infeção diarreica provocada por ingestão de alimentos ou água contaminada. É uma doença facilmente tratável, mas pode matar quando falta tratamento ou não é detetada.