Brasil

Atacante diz que atacou Bolsonaro por se sentir “literalmente ameaçado” pelos seus discursos

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Adélio Bispo de Oliveira classificou o ataque a Jair Bolsonaro como um "incidente imprevisto" e afirmou que se sentia "literalmente ameaçado" pelos discursos do candidato.

Adélio Bispo de Oliveira classificou o atentado que cometeu contra Jair Bolsonaro como um “incidente imprevisto” e afirmou que se sentia “literalmente ameaçado” pelos discursos do candidato presidencial.

Durante a audiência com a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho do Tribunal Judicial Juiz de Fora, cujo vídeo foi divulgado esta terça-feira e que ocorreu um dia após o ataque, Adélio mostrou-se calmo e respondeu de forma ponderada às perguntas dos magistrados. O atacante considerou que as suas ações foram um “incidente imprevisto que terminou de forma problemática”.

Em resposta ao advogado de defesa, admitiu que o ataque teve motivações políticas e religiosas. “Sinto-me ameaçado, como milhões de pessoas, pelos discursos que [Bolsonaro] tem feito”, declarou. “[Tenho a] certeza de que, mais cedo ou tarde, ele vai cumprir aquilo que está a prometer tão veementemente pelo país todo contra pessoas como eu exatamente”, acrescentou. Apesar de não explicar durante a audiência os motivos pelo qual se sentia pessoalmente visado pela campanha de Bolsonaro, Adélio criticava frequentemente o candidato no Facebook, chegando a dizer que lhe dava “nojo só de ouvir”.

Durante o audiência, Adélio disse que, após o ataque, foi agredido por militantes mesmo quando já estava no chão imobilizado. O detido acusa ainda as autoridades de o terem ameaçado, tendo sido chamado de “bicha” e “veado” à chegada a prisão e agredido, por alguém que chamou de “líder”. “Disse que eu tinha tentado matar os sonhos dele, o presidente dele”, contou. O agressor acrescentou que foi colocado numa cela para duas pessoas onde já estavam seis detidos.

O candidato da extrema-direira, Jair Bolsonaro, foi atingido com uma facada que o deixou em estado grave na passada quinta-feira durante um ato de campanha. Segundo o boletim médico divulgado na segunda-feira, apresenta sinais de infeção, tem sido alimentado por via endovenosa e vai necessitar de mais cirurgia para reconstruir partes do intestino.

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