O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol puniu o Benfica, o Sp. Braga e o Paços de Ferreira com a realização de um jogo à porta fechada. Ainda assim, a interdição será automaticamente suspensa em caso de recurso dos clubes para o pleno do CD – tal como o Benfica e o Sp. Braga já anunciaram que vão fazer. Caso o castigo se mantenha, os três clubes podem ainda recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto: sendo que, neste caso, terão de apresentar uma providência cautelar a solicitar a suspensão da interdição.

Caso o Tribunal Arbitral do Desporto aceite a providência cautelar dos clubes, Benfica, Sp. Braga e Paços de Ferreira terão de aguardar por uma decisão final que pode demorar meses. Caso a providência seja recusada, a interdição será automaticamente aplicada.

Os processos em causa dizem já respeito à temporada passada e a Comissão de Instrutores da Liga decidiu, na totalidade dos casos, que existiram violações passíveis de interdição dos estádios: agora confirmadas e aplicadas pelo CD.

No caso do Benfica, o castigo diz respeito à reincidência no arremesso perigoso de objetos com reflexo no jogo na mesma temporada. O clube da Luz já tinha sido multado pelo mesmo motivo devido a distúrbios causados pelo adeptos encarnados em Tondela, Portimão e Paços de Ferreira e o mesmo voltou a acontecer em abril, frente ao Estoril. A punição com um jogo à porta fechada acumula então com uma outra do IPDJ, anunciada no final do mês de agosto, devido à ilegalidade das claques do Benfica.

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Em relação ao Sp. Braga e ao Paços de Ferreira – que foi entretanto despromovido à segunda liga -, o CD decidiu punir os clubes devido a “agressões simples com reflexo no jogo por período igual ou inferior a 10 minutos”. No caso da equipa treinada por Abel Ferreira, o castigo diz respeito à receção ao Sporting, enquanto que a equipa da capital do móvel foi punida devido a desacatos frente ao Belenenses.