Alterações Climáticas

Uma das mais antigas variedades de cerveja corre risco de acabar. A culpa é das alterações climáticas

Um estudo feito por cientistas e por uma cervejaria tradicional belga alerta para o facto de as alterações climatéricas estarem a pôr em risco o futuro de um determinado tipo de cerveja.

iStockphoto/Alena Kravchenko

As alterações climáticas estão a pôr em risco o futuro de uma das variedades de cerveja mais antigas no mundo, alerta um estudo citado pelo britânico The Guardian. Em causa está o aumento das temperaturas em Bruxelas e na região Pajottenland, a sudoeste da capital belga, onde se produz cervejas azedas do tipo Lambic.

O estilo Lambic diz respeito a cervejas que são fermentadas ao ar livre, mediante exposição a leveduras selvagens e a bactérias nativas transportadas pelo ar, escreve o jornal já citado. Este tipo de cerveja precisa de temperaturas nocturnas que oscilem entre os -8ºC e os 8ºC para “arrefecimento e inoculação”. A altura em que a cerveja é produzida vai de outubro a abril.

Um projeto feito em conjunto por cientistas, pelo site Lambic.info (um projeto de investigação ativo que reúne informação sobre o tipo de cerveja) e pela pequena e familiar cervejaria Cantillon, em Bruxelas, mostrou que a janela para a produção de cervejas diminuiu de 165 dias, no início do século XX, para cerca de 140, devido aos outonos tardios e ao facto de a estação acabar prematuramente no início da primavera. Teme-se ainda que o número de dias para a produção de cerveja, tendo em conta a referida janela de produção, diminua ainda mais.

Citado pelo The Guardian, um dos cientistas envolvidos no projeto, Mark Stone, da Universidade do Novo México, diz que o impacto das mudanças climáticas costuma ser gradual até que determinado ponto seja cruzado. “Os nossos resultados mostram que a cervejaria Cantillon está a experienciar mundanças nas condições para a produção de cerveja”, diz o cientista, apontando para a eventual necessidade de métodos pouco tradicionais no fabrico de cervejas.

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833

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