Brexit

Ainda existem diferenças, mas governo britânico vê progressos nas negociações para acordo do Brexit

Os desenvolvimentos foram discutidos "num telefonema prolongado" pelo ministro britânico e o negociador chefe dos 27, Michel Barnier, que reiteraram o desejo de chegar a um resultado positivo.

ANDY RAIN/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro britânico para o Brexit, Dominic Raab, destacou esta sexta-feira os progressos feitos para encontrar “soluções viáveis” para um acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, apesar da divergência em alguns pontos.

Estes desenvolvimentos foram discutidos “num telefonema prolongado” pelo ministro britânico e o negociador chefe dos 27, Michel Barnier, que reiteraram o desejo de chegar a um resultado positivo.

“Embora ainda persistam algumas diferenças substanciais que precisamos resolver, está claro que as nossas equipas estão a aproximar-se de soluções viáveis para as questões pendentes no Acordo de Retirada, e estão a ter discussões produtivas no espírito certo sobre o relacionamento futuro”, adiantou Raab, num comunicado.

Uma nova avaliação sobre as negociações será feita após a reunião informal de chefes de Estado ou de governo da União Europeia em Salzburgo na próxima quinta-feira.

A saída oficial do Reino Unido da União Europeia está marcada para 29 de março de 2019, mas continua incerta a forma da relação entre ambos depois dessa data. Para implementar o acordo preliminar alcançado em dezembro que inclui os direitos dos cidadãos e um período de transição até ao final de 2020 faltam resolver questões como a circulação de bens e pessoas na fronteira entre a Irlanda do Norte e República da Irlanda.

Os riscos de uma saída sem acordo e desordenada foram novamente destacados pelo governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, que garantiu terem sido tomadas precauções.

“Usámos os nossos testes de stress para garantir que os maiores bancos do Reino Unido possam continuar a responder às necessidades das famílias e empresas do Reino Unido, mesmo durante um Brexit desordenado, por mais improvável que seja”, afirmou, num discurso em Dublin.

Na quinta-feira, o governo britânico publicou um novo conjunto de documentos com informação sobre consequências e medidas a tomar no caso de um Brexit sem acordo com Bruxelas. Entretanto, a ativista anti-Brexit Gina Miller anunciou esta sexta-feira em Dover o lançamento de uma campanha nacional de “informações imparciais” sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

A empresária de 53 anos, que em 2017 protagonizou uma batalha judicial que forçou o governo britânico a consultar o Parlamento sobre o processo de saída da UE, teme que os cidadãos britânicos estejam a ser vítimas de “debates tóxicos e improdutivos”.

O portal que lançou chama-se Acabar com o Caos [www.endthechaos.co.uk] e pretende ser “uma fonte de informações de confiança a partir da qual as pessoas podem decidir por si mesmas o que pensam e o querem para si e para o país”. O anúncio foi feito simbolicamente em Dover, cidade a 29 quilómetros de distância da costa francesa e uma das portas de acesso ao continente europeu, onde 62,2% dos eleitores votaram a favor da saída da UE no referendo de junho de 2016.

“Os moradores de Dover que votaram para deixar a UE perceberam que essa decisão poderia ter o efeito de deixá-los presos em casa até três meses depois de deixar a UE em 29 de março do próximo ano? Claro que não”, declarou Gina Miller, referindo-se à hipótese de uma saída da UE sem um acordo entre Londres e Bruxelas resultar em enormes congestionamentos de veículos devido ao restabelecimento dos controlos fronteiriços.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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