Arouca

Arouca consegue doações de rede da UNESCO para Museu Nacional no Rio de Janeiro

107

A proposta de Arouca parte do reconhecimento de que os 140 geoparques da UNESCO têm "peças e bens excecionais" pelo que representam de um "património geológico ilustrativo da história do planeta".

Antonio Lacerda/EPA

O Município de Arouca viu aprovada por unanimidade na assembleia-geral dos 140 geoparques da UNESCO a sua proposta de que essas estruturas doassem património ao recém-destruído Museu Nacional, no Rio de Janeiro, revelou esta sexta-feira a autarquia portuguesa.

A medida partiu da Associação do Geoparque de Arouca, cuja presidência cabe por inerência ao respetivo município, e foi aprovada em Itália no presente encontro da Rede Global de Geoparques (GGN, na sigla original), que reúne os responsáveis pela gestão dos diferentes territórios classificados como de interesse geológico mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês).

“Com esta iniciativa, pretendemos dar um sinal de solidariedade e inteiro apoio ao Brasil, por parte quer de Arouca, quer da GGN enquanto organismo internacional parceiro da UNESCO”, declarou à Lusa a presidente da autarquia e do geoparque locais, Margarida Belém.

“Para nós, portugueses, o Brasil é um país-irmão que tem ainda a particularidade de acolher uma grande comunidade arouquense, pelo que este é um gesto simbólico para ajudar a reerguer um museu ímpar no mundo”, acrescenta essa responsável, a propósito do equipamento com 200 anos que no passado dia 02 de setembro viu destruído num incêndio a maior parte de um acervo com cerca de 20 milhões de itens.

A proposta de Arouca parte do reconhecimento de que os 140 geoparques da UNESCO são detentores de “peças e bens excecionais” pelo que representam de um “património geológico ilustrativo da história do planeta” e se encontram por isso numa situação privilegiada para ajudar à reconstituição do Museu Nacional.

O objetivo da medida agora aprovada é que cada um dos geoparques da rede ceda pelo menos uma peça do seu espólio à instituição brasileira, ajudando assim a constituir novas coleções de departamentos como os de Geologia, Botânica, Entomologia, Paleontologia e Antropologia.

Entre as peças destruídas no incêndio, uma das que Margarida Belém realça como mais valiosa era o esqueleto humano de “Luzia”, mulher que terá vivido na região brasileira de Minas Gerais há cerca de 12.000 anos e cujas ossadas eram as mais antigas já descobertas na América do Sul.

Quanto aos bens a doar pelo Geoparque de Arouca, a presidente da Câmara diz que ainda não foram selecionados, mas há duas opções que ressaltam como mais emblemáticas do território: as chamadas “pedras parideiras”, que resultam de um fenómeno geológico único no mundo e através do qual um afloramento granítico revela incrustações de nódulos que se soltam da pedra-mãe por efeito da termoclastia e da erosão.

A outra possibilidade são os fósseis de trilobite, um artrópode do Paleozoico que é exclusivo de ambientes marinhos e, encontrado em grandes quantidades em Arouca, constituiu um testemunho do período em que a região se encontrava ainda submersa em água.

AYC // TDI

Lusa/Fim

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política

Salazar /premium

Helena Matos

Os actuais líderes não têm discurso, têm sim objectivos: manter-se ou chegar ao poder, através da popularidade e não da política. Logo precisam do passado e de Salazar para falarem de política.

PSD

Ao centro, o PSD não ganhará eleições /premium

João Marques de Almeida

Rio, que não perde uma ocasião para evocar Sá Carneiro, não aprendeu a sua principal lição: o PSD só chega ao poder quando lidera uma alternativa aos socialistas. Não basta esperar pelo fracasso do PS

Futebol

Sobre o futuro próximo de José Mourinho

António Bento

No frio e previsivelmente longo Inverno de 2018-2019 a pele de José Mourinho não é boa de se vestir, como se vê por uma parte significativa das suas declarações à imprensa desde que foi despedido.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)