Estados Unidos da América

Paul Manafort chegou a acordo com procurador: assume culpa para evitar novo julgamento

Depois de ter sido acusado de oito crimes, o ex-diretor da campanha de Trump chegou a um acordo com o procurador-especial, evitando assim a ida a um segundo julgamento.

SHAWN THEW/EPA

Paul Manafort, ex-diretor da campanha de Donald Trump, chegou esta sexta-feira a um acordo com o procurador-especial Robert Mueller, evitando, assim, a ida a um segundo julgamento marcado para a próxima semana, avançou a CNN. Nesse acordo, Manafort assumiu-se como culpado dos crimes de conspirar para defraudar os EUA e conspirar para obstruir a justiça, recebendo em troca a retirada de outras acusações. Está obrigado, também, a colaborar “totalmente, de forma honesta e transparente” com a investigação em curso, afirma o The Guardian. Mesmo cooperando com as autoridades, arrisca-se a uma sentença máxima de 10 anos de prisão.

O acordo vem colocar um ponto final a várias semanas de negociações entre os advogados de Manafort e a equipa de Mueller. A última reunião que tiveram, acrescenta o ABC News, durou quatro horas. As notícias dão agora conta de um acordo em que o antigo responsável de campanha de Donald Trump assume a culpa para evitar uma nova ida a julgamento devido a uma série de acusações pendentes.

No mês passado, recorde-se, o republicano foi considerado culpado por um tribunal federal de oito crimes: cinco relativos a declarações de impostos falsas, um de não ter entregue uma declaração de IRS a que era obrigado e dois crimes de fraude bancária.

No segundo julgamento marcado para este mês, Manafort enfrenta acusações de não se ter registado como lobista estrangeiro pelo governo da Ucrânia, de conspiração para condicionar testemunhas e de lavagem de dinheiro. O ex-gestor de campanha está preso há quase três meses, depois de a hipótese do pagamento de fiança ter sido anulada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou mesmo a ponderar conceder perdão presidencial na investigação pelos crimes de fraude bancária e de evasão fiscal por um tribunal de Alexandria, mas foi aconselhado pelos seus advogados a não o fazer. Na base está o entendimento jurídico de que Trump não deve conceder perdões presidenciais a nenhuma pessoa ligada à investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016.

Paul Manafort trabalhou em campanhas presidenciais desde o tempo de Gerald Ford e trabalhou para governos e entidades estrangeiras, como a UNITA de Jonas Savimbi, como lobista e consultor de imagem.

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