Cinema

Queer Lisboa dá início à 22.ª edição com “Diamantino”

O VIH/SIDA no cinema, as migrações e a moda estão entre os temas em destaque nesta 22.ª edição do festival Queer Lisboa, que decorre até 22 de setembro .

TIAGO HENRIQUE MARQUES/LUSA

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  • Agência Lusa
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A exibição de “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, esta sexta-feira no cinema São Jorge, marca a abertura da 22.ª edição do festival Queer Lisboa, “uma das mais comprometidas socialmente, politicamente e culturalmente” de sempre.

O VIH/SIDA no cinema, as migrações e a moda estão entre os temas em destaque nesta edição, que decorre até 22 de setembro e que, segundo a organização, é “porventura uma das mais comprometidas socialmente, politicamente, mas também culturalmente, da sua história”.

As várias competições — longas-metragens, documentários, Queer Art, curtas-metragens e ‘In my shorts’ — incluem filmes que incidem em temas como “migrações, drogas, diferentes expressões religiosas, pós-porno, problemáticas específicas ligadas aos indivíduos intersexo, transgéneros, novas realidades virtuais, descoberta da sexualidade, feminismo e revisitações de figuras ou acontecimentos históricos da cultura queer”.

Este ano, o festival apresenta filmes de 32 países, sendo os Estados Unidos o mais representado, com 27 filmes, seguindo-se o Brasil, com 15, entre os quais “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, que encerra o festival, França, com 14, e o Reino Unido, com 10. Portugal está representado com oito filmes, um dos quais o que foi escolhido para a sessão de abertura.

Pelo prémio de longa-metragem, no valor de mil euros, competem: “And Breathe Normally”, de Andið Eðlilega e Ísold Uggadóttir, “Azougue Nazaré”, de Tiago Melo, “Blue my Mind”, de Lisa Brühlmann, “Los Días Más Oscuros de Nosotras / The Darkest Days of Us”, de Astrid Rondero, “Girl”, de Lukas Dhont, “Marilyn”, de Martín Rodríguez Redondo, “Sauvage”, de Camille Vidal-Naquet, e “Tinta Bruta / Hard Paint”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.

O prémio de curta-metragem, no valor de 1.500 euros, pela compra dos direitos de exibição do filme pela RTP2, é disputado por 23 filmes, entre os quais “O Órfão”, de Carolina Markowicz, que venceu em maio a Palma Queer no Festival de Cinema de Cannes, em França.

Da competição de documentário, com um prémio no valor de três mil euros, pela compra dos direitos de exibição do filme pela RTP2, fazem parte oito filmes, e da “In my shorts”, com um prémio no valor de 400 euros em equipamento vídeo, fazem parte dez filmes de estudantes de escolas de cinema europeias, e a Queer Art inclui oito filmes.

Esta edição inclui o programa “O vírus-cinema: cinema queer e VIH/Sida”, que congrega um ciclo de cinema, uma exposição – que é inaugurada no sábado na galeria FOCO e inclui obras de Christophe dos Santos, Fernanda Feher, João Gabriel Marta Pombo e Rui Palma – e o lançamento de um livro de ensaios.

No âmbito de uma parceria com a ModaLisboa e com o festival DocLisboa, o QueerLisboa vai antecipar a 51.ª edição da Semana da Moda de Lisboa, que decorre em outubro, com a apresentação de três documentários: “We Margiela” (2017), “Kevyn Aucoin — Beauty & the Beast in Me” (2017) e “George Michael: Freedom — Director’s Cut” (2018).

As sessões Queer Pop, dedicadas à música, vão focar-se em Janelle Monáe e na Eurovisão, sendo ainda exibido o documentário “Punk Voyage”, sobre a banda finlandesa Pertti Kurikan Nimipäivät.

A programação do festival inclui também a oficina “Vidas queer no contar de história interativo”, a cargo do realizador Rob Eagle, e a apresentação do livro “Queerquivo — arquivo LGBT português”, do dramaturgo e encenador André Murraças. A programação divide-se entre o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa.

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