Orçamento do Estado

“Taxa Robles” contra especulação. Centeno diz que não há polémica nenhuma na negociação do Orçamento

Mário Centeno não quis comentar a proposta do Bloco de Esquerda para taxar a especulação imobiliária. O ministro das Finanças garantiu que não há polémica nenhuma na negociação do Orçamento do Estado.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O ministro das Finanças afastou o cenário da existência de polémicas no quadro da negociação do próximo Orçamento do Estado, quando confrontado com a proposta do Bloco de Esquerda para taxar no IRS os lucros das operações imobiliárias, medida que ficou conhecida como a “taxa Robles” contra a especulação.

À chegada ao aeroporto, Mário Centeno foi esta sexta-feira questionado sobre a existência de negociações para a inclusão desta taxa no próximo Orçamento do Estado. Esta informação foi dada, e reafirmada, pelo Bloco depois do líder parlamentar do PS, Carlos César, e do próprio primeiro-ministro, terem afirmado que esta taxa não estava a ser negociada. O ministro das Finanças, que segundo os dirigentes do Bloco esteve presente numa reunião onde o tema foi discutido, nunca refere essa medida em concreto, mas responde:

“Vamos continuar com as negociações com todas as partes envolvidas, sem polémicas. Só no dia 15 de outubro é que o OE estará fechado e será dado a conhecer”. E perante a insistência da pergunta sobre as polémicas com o Bloco de Esquerda, Centeno volta a responder:

“Não houve polémica, nem há polémica nenhuma. Há negociação, há a necessidade de preparar um documento muito complexo que tem imenso impacto para todos os portugueses.”. Mário Centeno diz ainda que houve no passado muitas negociações difíceis com os parceiros e até com a Comissão Europeia, mas lembra que nunca as comentou antes de estarem fechadas. E recusou ainda comentar as propostas apresentadas pelo líder do PSD, Rui Rio, também com o objetivo de travar a especulação imobiliária.

“Vamos ter um OE com muitas medidas, algumas que transitam já do passado, que terão impacto na recuperação de rendimentos, no reforço da confiança e na melhoria do economia”, disse ainda sem concretizar.

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