Furacão

Tempestade Helene poderá afetar continente, mas só sob a forma de agitação marítima

Os efeitos da tempestade tropical Helene, que deverá atravessar os Açores no sábado, poderão atingir o continente na segunda-feira, mas só sob a forma de agitação marítima.

Os efeitos da tempestade tropical Helene, que deverá atravessar os Açores no sábado, poderão atingir o continente na segunda-feira, mas só sob a forma de agitação marítima, segundo a meteorologista Patrícia Gomes.

“Podemos sentir alguns efeitos no dia 17, segunda-feira. Pode haver um aumento da agitação marítima na faixa costeira ocidental e na Madeira, mas com a informação que temos neste momento pode aumentar para os 3 ou 3,5 metros”, disse hoje à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com Patrícia Gomes, a informação de que o IPMA dispunha cerca das 07:30 de hoje, é a de que os efeitos, a existirem, serão sob a forma de agitação marítima, ainda sem certezas de que poderá ser emitido aviso amarelo. “Normalmente emitimos aviso amarelo para agitação marítima para alturas superiores a 4 metros”, disse.

Segundo a meteorologista, só durante o fim de semana deverão existir mais pormenores sobre os eventuais efeitos da tempestade. “Neste momento temos cinco perturbações tropicais no Atlântico: o Florence, que atingiu a costa leste dos Estados Unidos, a tempestade Joyce, a tempestade Isaac e a Helene, que baixou de categoria para tempestade tropical, e uma perturbação no Golfo do México que não irá evoluir para tempestade tropical. Estas perturbações tropicais no Atlântico acabam por dar alguma incerteza [nas previsões meteorológicas] até aos próprios modelos de escala global que funcionam muito bem, mas que quando existem estas perturbações já precisam de mais tempo para afinar”, disse.

A tempestade tropical Helene tem uma probabilidade estimada entre 40% e 70% de atravessar a zona entre os grupos ocidental e central do arquipélago dos Açores. Em comunicado, o IPMA detalhou que a tempestade tropical Helene, às 21:00 locais de quinta-feira (mais uma hora em Lisboa), evoluía a 1.540 quilómetros a sudoeste do arquipélago, deslocando-se para norte a uma velocidade de 30 quilómetros por hora (km/h).

No seu texto, o IPMA mencionou a existência de “um desvio da trajetória mais para leste do que o previsto no comunicado anterior, pelo que é provável (probabilidade entre 40 a 70%) que o centro da tempestade atravesse a zona” entre os grupos ocidental (ilhas das Flores e do Corvo) e central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa).

Em resultado, “o vento e a agitação marítima deverão ser mais elevados do que inicialmente previsto nas ilhas do grupo central”. Ao contrário, “é pouco provável (probabilidade entre 20 a 40%) que o centro da tempestade passe pelo grupo oriental”, formado por São Miguel e Santa Maria.

Assim, o IPMA prevê que, “a partir da tarde/noite de sábado e madrugada de domingo”, o vento sopre forte a muito forte do quadrante sul com rajadas até 120 km/h, que haja chuva forte e ondas do quadrante sul entre seis a oito metros de altura nos grupos ocidental e central.

Já no grupo oriental, “prevê-se que a precipitação seja por vezes forte a partir de sábado e o que o vento aumente de intensidade no domingo”. Durante este período, “a ondulação deverá ser de sudoeste de três a cinco metros de altura”.

Ainda na quinta-feira, o IPMA emitiu avisos amarelo e laranja para os Açores, devido à previsão de chuva, vento e agitação marítima no fim de semana, causados pela passagem desta tempestade tropical.

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