Tufão

Super tufão Mangkhut obriga ao encerramento dos casinos em Macão

O governo de Macau ordenou o encerramento de todos os estabelecimentos de jogo por razões de segurança. A tempestade, que já provocou 13 vítimas, está a aproximar-se da costa da região autónoma.

O governo de Macau ordenou o encerramento de todos os estabelecimentos de jogo durante a noite deste sábado devido à passagem do super tufão Mangkhut, o pior dos últimos anos no Pacífico. Segundo a agência de notícias de Macau, a MNA, o fecho dos casinos, que fecharam portas pelas 23h (16h em Lisboa) foi decretado porque existe a possibilidade de o Mangkhut atingir o sinal 9 ou mais durante a manhã de domingo.

Por enquanto, a tempestade tropical mantem-se no sinal 8 em Macau, que obriga ao encerramento de parques de estacionamento, das pontes entre a península de Macau e a Taipa, dos transportes públicos e ligações marítimas e aéreas. Este foi emitido às 2h deste domingo (19h deste sábado em Lisboa) quando o super tufão se encontrava a cerca de 430 quilómetros da região e se dirigia rumo à costa oeste da província de Guangdog, de acordo com o site da Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau. Prevê-se que o vento se vá identificar.

Mangkhut estará mais próximo de Macau ao final da manhã de domingo, altura em que poderá ser içado o sinal 10, o mais alto na escala de tempestades tropicais, composta pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10, explicou, em conferência de imprensa, o diretor dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, Raymond Tam. Segundo Tam, o sinal 10 pode ficar içado das 12h às 18h e, tendo em conta as mais recentes estimativas, o nível de maré pode chegar aos cinco metros durante o mesmo período.

O aviso de storm surge de nível quatro (existem cinco ao todo) continua em vigor, esperando-se inundações nas zonas baixas a partir do meio-dia de domingo. O nível da água pode chegar aos 2,5o metros acima do pavimento.  Ainda de acordo com o diretor dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau, esperam-se “inundações mais prolongadas relativamente ao tufão passado”, o Hato, cuja passagem por Macau, a 23 de agosto de 2017, deixou 29% da área total da cidade inundada, provocando cortes no fornecimento de água e eletricidade. A tempestade foi a pior dos últimos 53 anos — provocou dez mortos, mais de 240 feridos e prejuízos avaliados em 1,3 mil milhões de euros.

[Siga em direto a aproximação do tufão Manghkut à costa de Macau:]

As autoridades de Macau garantiram o abastecimento de bens e essenciais para a população, tais como água, combustível e produtos alimentares, bem como a “estabilidade dos preços das mercadorias”. Em conferência de imprensa, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, indicou que o Centro Operacional da Proteção Civil vai ser ativado ao mesmo tempo que o aviso vermelho de storm surge, que prevê uma subida das águas entre 1,5 e 2,5 metros na zona do Porto Interior, na parte oeste da península.

As autoridades sublinharam que as inundações representam uma grande ameaça para Macau, podendo afetar diretamente pelo menos mais de duas mil pessoas. Quando for emitido o aviso vermelho de storm surge, será ouvido um alerto sonoro de aviso prévio e outro de emergência, em três pontos do território durante três minutos.

Com a ativação do plano de evacuação das zonas baixas de Macau, o Instituto de Ação Social vai abrir os 16 centros de acolhimento e disponibilizar veículos para efetuar o transporte de residentes de quatro pontos de encontro para os abrigos, indicou Ma Io Kun, comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), uma das nove corporações e serviços de segurança que integram a estrutura da proteção civil do território, composta também por 13 serviços públicos e nove organismos privados. Wong Sio Chak, que ordenou esta manhã a mobilização de todo o pessoal, sublinhou que a prioridade “é a segurança de residentes e turistas”.

Super tufão já provocou, pelo menos, 13 mortos

O tufão Mangkhut, o mais violento do ano, provocou a morte a, pelo menos, 13 pessoas, este sábado. Nas Filipinas, morreram pelo menos 12 pessoas, a maioria em sequência de desabamentos de casas e deslizamentos de terras, causados pela força do vento e da chuva, segundo fonte oficial. Em Taiwan, morreu uma mulher que foi varrida pelo mar revolto.

O conselheiro presidencial filipino Francis Tolentino referiu que, entre os mortos, estão um bebé e uma criança, ambos na província de Nueva Vizcaya, uma de várias que este sábado se encontram na mira do tufão mais violento do ano, com ventos que chegaram a atingir os 330 quilómetros por hora. De acordo com a mesma fonte, pelo menos duas pessoas estão dadas como desaparecidas e é previsível que o número de mortos venha a subir quando outros casos de confirmarem. A passagem do tufão causou quedas de árvores, telhados arrancados e cortes de energia em Luzon, a principal ilha do arquipélago filipino.

Em Taiwan, localizada a poucas centenas de quilómetros das Filipinas e no caminho do tufão, fortes chuvas caíram sob o efeito do Mangkhut e uma mulher foi arrastada pelas ondas, disseram as autoridades. No Facebook, a Presidente Tsai Ing-wen pediu aos moradores que sejam cautelosos: “O tufão é poderoso e, embora não deva tocar em Taiwan, precisamos estar prontos e não encarar de maneira ligeira”.

A zona atingida pela passagem do tufão nas Filipinas tem uma população de cerca de 10 milhões de pessoas que vivem em habitações improvisadas. Este país é atingido todos os anos por cerca de 20 tufões que matam centenas de pessoas e exacerbam a pobreza. O Estado procedeu à retirada de 87 mil pessoas das áreas sob maior risco e aconselhou-as a não regressarem a casa antes de o perigo passar.

Após a passagem do Mangkhut, que agora se está a deslocar para as áreas densamente povoadas do sul da China, as equipas de resgate filipinas foram enviadas para as áreas montanhosas rurais. Os ventos chegaram a atingir 330 quilómetros por hora. “Achamos que houve muitos danos”, disse a secretária nacional de Bem-Estar Social, Virginia Orogo.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rcipriano@observador.pt
Abusos na Igreja

O Observador e os abusos na Igreja

Miguel Pinheiro

Como foi feito e por que foi feito o trabalho especial do Observador sobre abusos sexuais na Igreja portuguesa? Quais são as dúvidas e críticas dos leitores? E quais são as nossas respostas?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)