Instituto Nacional Estatística

Hóspedes e dormidas diminuem em julho, receitas crescem menos

O número de hóspedes (2,2 milhões) e de dormidas (6,7 milhões) diminuíram 2,1% e 2,8% em julho, respetivamente. Subida dos proveitos totais também desacelerou, confirma o INE.

Manuel Almeida/LUSA

Os números de hóspedes (2,2 milhões) e de dormidas (6,7 milhões) decresceram 2,1% e 2,8% em julho, respetivamente, na comparação homóloga, e com a subida dos proveitos totais a desacelerar, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Nos primeiros sete meses do ano, os hóspedes tinham aumentado 1,6%, enquanto as dormidas recuaram 0,3%.

Segundo a atividade turística de julho publicada esta sexta-feira pelo INE, as dormidas de residentes cresceram 1,6%, num total de dois milhões (+3,3% em junho), enquanto as de não residentes decresceram 4,5% (-5,5% em junho) para 4,7 milhões. No acumulado do ano, as dormidas quanto a turistas internos subiram 3,3% e relacionadas com internacionais teve uma queda de 1,6%.

Na análise às 15 principais origens dos turistas, o mercado britânico (21,1% do total das dormidas de não residentes) diminuiu 11,7% em julho e no acumulado do ano recuou 8,8%. Os turistas de Espanha (11,1% do total) registaram uma queda de 5,9% (-1,3% desde o início do ano), enquanto da Alemanha (10,6% do total) houve um decréscimo de 1,6% (-2,7% nos primeiros sete meses). Com origem em França (8,2% do total), houve uma diminuição de 5,9% em julho (-0,3% no acumulado do ano). Em julho, salientaram-se os crescimentos nos mercados canadiano (+48,5%; +18,7% no acumulado), norte-americano (+33,6%; +22% no acumulado) e brasileiro (+11,6%; 11,5% no acumulado).

Por regiões, o Norte e o Alentejo foram as únicas com acréscimos nas dormidas (+2% e 0,1%, respetivamente). Nos primeiros sete meses do ano, o INE destacou os crescimentos de 5,3% no Norte e 5% no Alentejo.

Em julho, as dormidas de residentes aumentaram na maioria das regiões, como no Algarve (+5,9%), enquanto a Madeira registou uma descida de 22,7%. Desde o início do ano, os aumentos que se destacaram surgiram nas regiões do Algarve (6,6%), Açores (5,3%) e Centro (5,2%), já na Madeira a diminuição de dormidas de residentes foi 6,7%.

Quanto a dormidas de não residentes, houve subidas apenas no Norte (+2%) e no Alentejo (+1,4%), segundo o INE, que registou descidas no Centro (-12,8%), Madeira e Algarve (-6,5% em abos). Entre janeiro e julho, destacaram-se as subidas o Alentejo (+13%) e no Norte (+7,1%).

A estada média (3,09 noites) reduziu-se em 0,6% devido a não residentes (-1,8%), já que os residentes mostraram uma subida de 2,6%. A taxa-líquida de ocupação-cama (65,4%) recuou 2,3 pontos percentuais, segundo os dados de julho, que mostraram que os proveitos totais desaceleraram dois pontos percentuais para um aumento de 6%, atingindo 455,9 milhões de euros. Os proveitos de aposento aumentaram 6,8% (+8,0% em junho), ascendendo a 351,2 milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 77,6 euros em julho, o que se traduziu num aumento de 5,6% (+7,5% em junho). O Algarve registou o RevPAR mais elevado (103,2 euros).

Em 2017, estima-se que o número de chegadas a Portugal de turistas internacionais tenha atingido 21,2 milhões, mais 16,6% em relação a 2016, segundo os resultados provisórios divulgados hoje.

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