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Costa da Caparica

Surfistas queixam-se de restrições nas praias da Costa de Caparica

Surfistas da Costa de Caparica queixam-se da falta de espaço para a prática da modalidade uma vez que estão impedidos de surfar nos espaços que utilizavam habitualmente.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Surfistas da Costa de Caparica queixam-se da falta de espaço para a prática da modalidade uma vez que estão impedidos de surfar nos espaços que utilizavam habitualmente e que estão agora reservados para uso exclusivo das escolas de surf.

O capitão do porto de Lisboa, que tem jurisdição sobre as praias da Caparica, considera que há espaço para todos e que “tem havido equilíbrio na utilização das praias”, mas admite que, por vezes, ocorrem alguns incidentes quando há maior pressão, por parte de banhistas ou de surfistas.

Alguns surfistas eventuais, que não pertencem a nenhuma escola de surf, alegam que estão a ser afastados das zonas que utilizavam habitualmente para surfar nas águas da Costa de Caparica, no distrito de Setúbal, e defendem que é necessária uma clarificação sobre os espaços que podem utilizar.

“Nas praias concessionadas não podemos utilizar as zonas para banhistas, como é normal, mas agora também estamos impedidos de praticar nos corredores para surfistas, que estão reservados para uso exclusivo das escolas de surf”, disse à agência Lusa o surfista Tiago Lamelas, frequentador habitual das praias da Costa de Caparica. “Até agora, as escolas de surf não nos têm impedido de utilizar os espaços que lhes estão atribuídos para uso exclusivo, e que eles pagam, mas a qualquer momento podem impedir-nos de utilizar aqueles corredores. Pendo que também deveriam definir zonas de utilização para os surfistas eventuais”, defendeu.

Para Tiago Lamelas, é importante uma clarificação até para evitar incidentes como o que ocorreu na quinta-feira da semana passada, em que a Polícia Marítima apreendeu as pranchas a alguns surfistas que estavam em zona de banhistas. Tiago Lamelas revelou que também ele já foi impedido pela Polícia Marítima de surfar na zona que frequentava habitualmente, na praia do Tarquínio, e que, tal como outras praias concessionadas, tem os corredores reservados para uso exclusivo das escolas de surf.

Contactado pela agência Lusa, o capitão do porto de Lisboa, comandante Coelho Gil, desvalorizou os “incidentes que têm ocorrido pontualmente”, afirmou-se convicto de que há espaço para todos, incluindo os sufistas eventuais, e revelou que as pranchas apreendidas a semana passada já foram, entretanto, devolvidas aos proprietários. “Os corredores (das praias) estão definidos, as escolas funcionam nos corredores, os praticantes eventuais praticam o surf nas áreas que não estão atribuídas aos banhistas. E, até agora, apesar das dezenas de milhares de pessoas que utilizam a Costa de Caparica para fruição de tempos livres e para fazer praia, tem havido equilíbrio em termos de banhistas, surfistas eventuais e escolas de surf”, disse.

Para o capitão do porto de Lisboa os “pequenos incidentes” que ocorrem pontualmente “são perfeitamente normais numa extensão de praias de cerca de 18 quilómetros, entre a Costa de Caparica e a Fonte da Telha”.

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