O Presidente dos EUA disse numa entrevista divulgada na quarta-feira que o “pior erro da História dos Estados Unidos” foi a invasão do Iraque e do Afeganistão decidida por George W. Bush (2001-2009).

“O pior erro já cometido na História do nosso país: entrar no Médio Oriente, pelo Presidente [George W. Bush]”, disse Donald Trump em entrevista ao jornal digital The Hill. “Talvez (o Presidente Barack) Obama (2009-2017) tenha saído mal [as tropas no Iraque e parte do destacamento no Afeganistão], mas ter ido para lá é, para mim, o pior erro já cometido na História do país”, reiterou.

Trump não mencionou diretamente o Iraque ou o Afeganistão, mas desde a sua campanha eleitoral que tem expressado a sua irritação com a decisão de Bush em invadir esses países após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Contudo, Trump ordenou no ano passado que fosse aumentado o número de soldados dos EUA no Afeganistão e eliminados os prazos para a retirada das tropas, encontrando-se neste momento destacados naquele país cerca de 14 mil soldados norte-americanos.

O Governo dos EUA também mantém cerca de 5.200 soldados no Iraque e cerca de dois mil na Síria para combater o grupo extremista Estado Islâmico.

Trump atira-se a Jeff Sessions: “Neste momento, não tenho um procurador-geral”

“É muito triste”, diz o Presidente dos EUA, na mesma entrevista. Mas “neste momento, não tenho um procurador-geral”, reclamou Donald Trump, cujas críticas a Jeff Sessions têm subido de tom nas últimas semanas, especialmente depois da condenação do antigo advogado de Trump (Michael Cohen) e do chefe de campanha Paul Manafort. Apesar de Sessions ter sido um apoiante de Trump, inicialmente, a tensão entre os dois cresceu nos últimos meses:

Estou muito triste por causa do Sessions porque foi ele que veio ter comigo. Ele foi o primeiro senador a dar-me o seu apoio. Ele queria ser procurador-geral e eu não percebi o objetivo dele”, afirmou Donald Trump, à The Hill.

Para já, apesar das palavras duras, Trump não deverá demitir Jeff Sessions, porque isso poderia afetar o processo da investigação Mueller e penalizar o apoio a Trump por parte dos eleitores sulistas. Mas a partir de novembro, depois das eleições intercalares, poucos acreditam que Sessions poderá aguentar-se muito mais tempo no cargo.

“Vamos ver o que vai acontecer. Muita gente já me pediu para o fazer [demitir Trump]. Para já, porém, vou deixar as coisas sossegadas, mas foi muito injusto aquilo que ele fez”, afirmou Trump, referindo-se ao facto de Sessions se ter afastado do processo que investiga a possível interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016. “Veremos o que acontece com o Jeff, mas estou muito dececionado, muito dececionado”, atirou.