Farfetch

Farfetch vai para bolsa de Nova Iorque a valer até 5,5 mil milhões de dólares

Forte procura pelas ações levou gestores da operação a reverem em alta o intervalo de preços com que a Farfetch vai abrir o capital em Nova Iorque. Estreia em bolsa deverá acontecer ainda esta semana.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A forte procura pelas ações da Farfetch, a retalhista online de vestuário fundada pelo português José Neves, levou os bancos que estão a gerir a estreia na bolsa de Nova Iorque a rever em alta o intervalo de preços a que as ações vão ser vendidas na Oferta Pública Inicial. O novo preço máximo implica uma avaliação entre 4,9 mil milhões e os 5,5 mil milhões de dólares, ou seja, o correspondente a até 4,71 mil milhões de euros. A operação de abertura do capital deve acontecer ainda esta semana.

A notícia surgiu na noite de quarta-feira, com a entrega de um prospeto atualizado. Se dantes a Farfetch apontava para um intervalo entre 15 e 17 dólares, o novo intervalo vai de 17 até 19 dólares por ação. A decisão de alterar os preços parte da avaliação que os bancos gestores da operação fazem da procura que os títulos irão ter, já que não só se quer garantir que se vendem todas as ações mas, também, que o título tenha procura suficiente para ter uma primeira sessão positiva.

Ainda não se sabe qual é a percentagem do capital que a Farfetch irá vender (em relação aos 100% que são a avaliação total da empresa, os mais de cinco mil milhões de dólares), mas a operação deverá resultar, desde já, num encaixe mínimo de 100 milhões de dólares.

A empresa vai aparecer sob o símbolo FTCH — este será o ticker das ações comuns da empresa, as chamadas classe A. Irá haver, também, um segmento paralelo de ações — as ações de classe B — que vão ficar na posse de José Neves, o fundador, e que valem 20 direitos de voto cada uma.

A Farfetch existe graças ao amor pela moda. Acreditamos na promoção da individualidade. A nossa missão é ser a plataforma tecnológica global na moda de luxo, ligando criadores, curadores e consumidores”, pode ler-se no documento entregue junto do regulador do mercado norte-americano, a SEC.

Apesar de ser fundada por um português e ter sede em Londres, a Farfetch optou pela bolsa de Nova Iorque porque é nesse mercado que se concentra o maior número de investidores em empresas tecnológicas. Segundo o Financial Times, que não especifica onde obteve a informação, a estreia em bolsa deverá acontecer esta semana, ou seja, provavelmente na próxima sexta-feira, 21 de setembro.

Já em março tinha sido noticiado que a empresa havia contratado os bancos JPMorgan e Goldman Sachs para preparar esta operação. Trata-se de uma das poucas empresas tecnológicas europeias avaliadas (nas rondas de investimento privado) em mais de mil milhões de euros — daí a designação “unicórnio” –, um negócio que está ligado ao comércio online de marcas de luxo. A Farfetch permite a centenas de marcas de topo, incluindo lojas independentes, vender a partir das suas plataformas digitais e ajuda a gerir as funções de backoffice de forma mais eficiente.

A faturação da Farfetch aumentou de 173 milhões para 268 milhões de dólares no primeiro semestre, embora o resultado líquido tenha sido mais negativo: o prejuízo antes de impostos mais que duplicou para 68 milhões de dólares). No portal da Farfetch estão presentes cerca de 3.200 marcas, incluindo insígnias como a Chanel e a Gucci. Cerca de 935 mil pessoas utilizam a plataforma, segundo dados da empresa relativos ao final do ano passado, um aumento de 40% em relação ao final de 2016.

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