Maputo, 20 set (Lusa) – O Governo moçambicano afirmou hoje que o país espera receber o apoio da União Europeia (UE) e de outros parceiros internacionais no processo de desarmamento e reintegração social do braço armado da Renamo, principal partido da oposição.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Pacheco, assegurou o interesse da UE no processo de paz moçambicano, em declarações aos jornalistas, após o novo representante daquela organização comunitária em Maputo, António Sanchez-Benedito Gaspar, ter apresentado cartas credenciais ao chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

“Uma operação de pacificação do país tem implicações, sobretudo de âmbito financeiro, mas também na componente técnica, que podem merecer a ajuda dos nossos parceiros”, destacou o chefe da diplomacia moçambicana.

José Pacheco assinalou que parte da ajuda financeira que tem sido canalizada pela UE a Moçambique inclui a componente da pacificação do país. O Governo de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) constituíram grupos de trabalho para a operacionalização do programa de desarmamento, desmobilização e reintegração social dos guerrilheiros da Renamo, no âmbito dos entendimentos para a instauração de uma paz definitiva no país.

As negociações de paz entre as duas partes permitiram uma revisão pontual da Constituição da República para o aprofundamento da descentralização, em maio passado. Além do representante da UE, apresentaram cartas credenciais embaixadores de seis países, com os quais Moçambique mantém relações de cooperação em vários domínios.