O Grupo BMW está a negociar com a chinesa Great Wall a possibilidade de desenvolverem uma plataforma comum que, além de servir ao fabricante chinês para usar como base para os seus veículos, possa dar corpo a toda a gama Mini. Os primeiros veículos a usar esta base sino-germânica não surgirão antes de 2023, com a promessa de reduzir consideravelmente os custos.

Os responsáveis pelo grupo alemão já deixaram no ar a possibilidade da nova família da Mini ter de abrir mão de alguns dos seus elementos, a começar pela versão de três portas e pelo cabrio, o que seria uma pena em ambos os casos. A BMW estava decidida a produzir toda a sua gama e a da Mini com apenas duas plataformas, a nova FAAR (que substitui a actual UKL) para os veículos com tracção à frente (ou 4×4) e a já existente CLAR, para os modelos com tracção traseira. Contudo, é cada vez mais evidente que a FAAR (prevista para 2021) é demasiado cara e grande para os Mini, especialmente se a marca britânica desejar manter um posicionamento mais competitivo em matéria de preço.

Este acordo entre a BMW e a Great Wall será apenas mais um entre as duas empresas, uma vez que já está em curso uma joint-venture a 50% para fabricar o novo Mini eléctrico na China. Se a nova plataforma avançar, como tudo indica, vai reduzir significativamente os custos da Mini, ainda que implique algumas alterações aos veículos em causa, que assim se têm de adaptar às características da nova arquitectura, em vez da FAAR.

Contudo, isto não vai impedir que a partir de 2023 surja um novo Mini de cinco portas, acompanhado das novas gerações do Clubman e Countryman. As motorizações vão dividir-se entre as que utilizam motores a gasolina, recorrendo à unidade de três cilindros com múltiplas variações, e as que complementam esta unidade motriz com um sistema mild hybrid, para reduzir um pouco mais os consumos e as emissões.