O papa Francisco inicia no sábado uma visita ao Báltico, na que será a sua 25.ª viagem internacional e que coincidirá com o 100.º aniversário da primeira declaração de independência dos países bálticos. A visita pastoral do papal, que coincide também com e o 25.º aniversário da visita de João Paulo II, inclui passagens por Vilnius e Kaunas, na Lituânia, Riga e Aglona, na Letónia, e Tallinn, na Estónia.

Após a II Guerra Mundial, os países bálticos foram anexados pela antiga URSS, voltando a ser nações soberanas no início dos anos 90 do século XX. Atualmente, são Estados-membros da União Europeia.

Esta será uma viagem com uma agenda muito preenchida e durante a qual o papa fará 14 discursos e visitará o monumento que assinala o grande Gueto de Vilna, que foi destruído durante a invasão nazi. A destruição total deste lugar ocorreu a 23 de setembro de 1943, dia em que o genocídio lituano é assinalado todos os anos, já que quase todos os 210 mil judeus do país foram mortos. O papa fará uma oração silenciosa neste local, na qual participarão membros da comunidade judaica e a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite.

Francisco visitará ainda o chamado Museu da Ocupação, que era o quartel dos serviços de segurança soviéticos, o KGB, e onde pode ser visitada a história dramática do país e do resto dos países bálticos, submetidos à ocupação soviética por 50 anos e também à invasão nazi. Está ainda prevista a visita a algumas das celas onde centenas de pessoas foram presas e torturadas, entre elas muitas religiosas católicas e luteranas e, após um momento de meditação, acenderá uma vela em sua memória.

O papa chegará no sábado à capital da Lituânia, onde visitará o santuário da Mater Misericordiae e encontrará jovens na praça da catedral. No dia seguinte viajará para Kaunas, onde celebrará a missa no Parque Santakos e irá reunir-se com os bispos e religiosos do país, o único país de maioria católica em 80% das repúblicas da antiga União Soviética.

No dia seguinte voará para Riga, onde, depois de se reunir com as autoridades, realizará um encontro ecuménico com os católicos, ortodoxos e protestantes no país e visitar a catedral. Na Letónia, o papa visitará o santuário mariano em Anglona, onde celebrará uma missa.

No último dia, o papa Francisco viajará para a capital da Estónia, Tallinn, país onde 75% dos habitantes se declaram ateus e onde a comunidade católica é de cerca de cinco mil pessoas. Na Estónia, o papa vai também realizar uma reunião ecuménica com os jovens do país.