Foram precisos oito anos e 11 mil milhões de dólares de Hong Kong para o construir. A partir deste domingo, dia 23, o novo troço da linha ferroviária de alta velocidade vai entrar oficialmente em funcionamento e ligar Hong Kong a 44 destinos da China.

A ligação Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong vai permitir reduzir o tempo de viagem a partir da estação de Kowloon Oeste, em Hong Kong, à maior rede ferroviária de alta velocidade do mundo, com cerca de 25 mil quilómetros em funcionamento. Até agora, esta rede só chegava até à fronteira entre a China e Hong Kong, a partir da cidade de Shenzhen, mas agora estão incluídos mais 26 quilómetros da zona de Hong Kong, até Kowloon.

No entanto, não foi um percurso fácil de se percorrer. Ao longo do período de construção, surgiram várias polémicas relacionadas com a obra. Desde preocupações com a segurança da infraestrutura a um descarrilamento que ocorreu durante os testes realizados e até o risco de derrocada de um shopping e uma área residencial na zona.

Mas, a decisão polémica mais recente surgiu quando a Assembleia Nacional Popular da China aprovou a presença de controlos de segurança chineses na estação ferroviária (para verificação de passaportes e aduaneiros), uma situação que não agradou a todos, tendo em conta que foi vista como uma demonstração da interferência de Pequim no território que constitui uma das regiões administrativas especiais chinesas, juntamente com Macau.

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Ao todo, estima-se que a nova linha permita o transporte de cerca de 80 mil passageiros de e para a China todos os dias, circulando diariamente entre 70 a 82 comboios. O preço das viagens variam, naturalmente, conforme a opção que for escolhida. Uma viagem de segunda classe desde Hong Kong até Pequim, por exemplo, vai durar 8 horas e 45 minutos, com um custo de 1.237 dólares de Hong Kong (cerca de 134 euros), menos do que um bilhete de avião.