O primeiro-ministro de São Tomé e Princípe e presidente da Ação Democrática Independente (ADI), Patrice Trovoada, pediu ao eleitorado mais quatro anos no poder para “ir mais além” com reformas.

Vocês acreditaram em nós em 2014, deram-nos a possibilidade, com maioria absoluta durante quatro anos, de começar a transformação de São Tomé e Príncipe. Em quatro anos trabalhamos e hoje temos obra feita”, disse Patrice Trovoada no comício de abertura de campanha, em frente ao Estádio nacional 12 de julho, na capital.

Sobre obras feitas, o candidato à reeleição referiu a eletrificação “em 98 por cento do território nacional”, construção de mais de 160 salas de aulas, abastecimento em água potável.

Disse que em quatro anos o seu governo “fez muito”, reconhecendo, contudo que não foi feito tudo o que o governo pretendia fazer.

“Nenhum governo consegue fazer tudo em quatro anos, mas vocês no vosso dia-a-dia reconhecem que o país mudou”, disse o líder da ADI. “Quando nós dizemos que queremos ir mais além é porque a obra não acabou”. afirmou.

Patrice Trovoada agradeceu e pediu mais confiança dos eleitores sublinhando que “é preciso votar mais além e não no passado”, referindo-se à oposição que diz estar constituída num bloco para “dificultar” as obras do seu governo.

“No dia 7 à noite é que saberemos se o povo reconduziu essa confiança e não existe vitoria se não houver maioria absoluta, a única vitoria é a maioria absoluta, a estabilidade depende da maioria absoluta, o progresso do país dependerá da maioria absoluta”, disse Patrice Trovoada.

O político pediu ainda “trabalho” e “união dos militantes” para convencer o eleitorado que “o caminho certo é o caminho do ADI” e sublinhou que o seu partido “conhece o país”. Houve também acusações à oposição que, diz, tem “apenas os seus interesses pessoais” e prometeu que durante os 15 dias de campanha eleitoral vai percorrer todo o país e “porta a porta eu vou falar convosco porque nós não podemos enganar no dia 7”.

Líder da oposição em S. Tomé promete “medidas de emergência” na abertura da campanha eleitoral

O presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) prometeu este sábado “tomar algumas medidas de emergência” caso seja eleito primeiro-ministro nas eleições legislativas de 7 de outubro.

Jorge Bom Jesus, que falava num comício em Ribeira Afonso, sul de São Tomé, incluiu nessas medidas de emergência a redução dos custos da saúde e da educação e repor a “hora normal” do país.

Hoje tudo se paga. Consultas, medicamentos, análises. Há gente que quando não tem dinheiro, pura e simplesmente dá meia volta e regressa a casa e continua a agravar a sua doença. Nós temos que resolver este problema, a saúde é responsabilidade do estado, é responsabilidade do governo, qualquer governo que se preze tem que querer ter uma população saudável”, acrescentou.

Não posso permitir que um velho que deu tudo por esta terra, doente, com uma reforma baixa, vá para hospital e tem que pagar tudo”, disse o líder do MLSTP-PSD durante o comício que marcou a abertura de campanha do partido.

O candidato dos sociais democratas referiu ainda que na matéria dos custos de saúde o atual governo “não tem pena de mulheres grávidas e crianças com dificuldades financeiras e que precisam ser apoiadas pelo Estado”.

No capítulo da Educação, Jorge Bom Jesus acusou o governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada de “ganância pelo dinheiro”, aumentando tudo e prejudicando muita gente com carência.

Hoje, filho de pobre tem dificuldade para entrar no ensino superior porque as propinas são muito caras, aquilo que se paga é muito alto, nós ao sermos poder, vamos reduzir, porque o filho de pobre também merece ser engenheiro, merece ser doutor, merece ser técnico médio qualificado”, afirmou o líder da oposição.

“Se não fosse o Estado, eu que estou hoje a falar e a aspirar ser primeiro-ministro não o seria, porque o meu pai nunca teria dinheiro para financiar os meus estudos. Portanto é dever do Estado formar cidadãos, não queremos gente desqualificada, sem emprego para estar aí a pedir dinheiro todos os dias”, lamentou.

Lamentou que a miséria tenha tomado conta do país, sublinhando que isso é consequência do desemprego que grassa no país.

“Há muita miséria nesse país, o santomense não pode continuar a viver como um miserável, num país que tem chuva em abundância, onde Deus criou terreno fértil, com mar com muito peixe e recursos petrolíferos, mas onde a gente vive sem uma refeição durante o dia”, disse o candidato do MLSTP-PSD.

Jorge Bom Jesus apelou ao voto da juventude para ganhar as próximas eleições. “Estou a contar sobretudo com a juventude, estou a contar convosco. Vocês é que resolveram colocar em 2014 o atual poder. Espero que essa mesma juventude nos dê oportunidade para a gente começar a resolver os problemas de são Tomé e Príncipe”, concluiu.