Cristiano Ronaldo chegava ao jogo com o modesto Frosinone num misto de emoções. Positivas, pela estreia a marcar (e logo com um ‘bis’) na jornada anterior, negativas devido à polémica expulsão em Valência, a meio da semana, na estreia na Liga dos Campeões, esta temporada. No lançamento da partida deste domingo, o técnico Massimilliano Allegri garantia que o episódio fazia parte do passado e que CR7 ia fazer “um grande jogo contra o Frosinone”.

Mas, claro, era preciso mostrá-lo em campo. E não foi fácil. Apesar de ainda não ter marcado qualquer golo na Série A e de ter apenas um ponto somado ao fim de cinco jogos, o adversário da vecchia signora agarrou-se a uma estratégia defensiva — em alguns momentos do jogo teve mesmo todos os 11 jogadores dentro da sua área — o que dificultou, e muito, o ataque da formação bianconera, forçada a vencer para se manter na liderança isolada, fruto da vitória do Nápoles sobre o Torino (3-1).

Na primeira parte, Ronaldo tentou, claro, assumir as despesas do encontro. Aos 8 minutos, Capuano teve de se aplicar para conter, em cima da linha, o remate do craque português. Logo depois foi o guarda-redes Sportiello que travou as intenções de CR7, antes de Daniele Rugani, de forma acrobática, ter falhado o alvo nas sobras de um livre de Pjanic.

Já no segundo tempo, o guardião do Frosinone voltou a negar o golo a Ronaldo, depois um remate de calcanhar a dois tempos e o outro português da Juve, João Cancelo, também tentou fazer a sua parte, com um cruzamento para Madzukic que atirou ao lado.

O Frosinone começava a acreditar que sairia do encontro com um precioso ponto no bolso e aí baixou a guarda. Erro fatal aproveitado, claro, por Cristiano Ronaldo. Já ao minuto 81, o português apareceu sem marcação para dar o melhor desfecho a um lance de insistência de Pjanic e rematou de primeira para o 1-0. A formação da casa tentou arriscar e, num dos lances em que estava balanceada no ataque, sofreu um contra-golpe iniciado por Ronaldo e concluído por Bernardeschi, que fez o 2-0 já aos 90+4′.

Estava conseguido o mais importante para a Juventus e também para o avançado português, que marcou na Série A pela segunda jornada consecutiva. Não que tenha brilhado com a camisola bianconera, mas teve a eficácia que lhe faltou nos encontros iniciais pelo novo emblema. E teve a sorte (ou competência) de estar no sítio certo à hora certa.