A oposição venezuelana anunciou no sábado que vai lançar uma plataforma unitária de protestos, que passa por fazer uma “declaração de conflito” em todos os setores políticos e sociais da Venezuela.

A “declaração de conflito” terá lugar na segunda-feira, em Caracas, e será acompanhada por ações de rua que se intensificarão até se alcançar o objetivo final: uma “greve geral” contra as medidas económicas anunciadas há um mês pelo Presidente Nicolás Maduro.

De acordo com a coligação Frente Ampla Venezuela Livre (FAVL) a declaração marcará “uma nova etapa de luta” contra um regime “que insiste em levar os venezuelanos à miséria”.

Segundo a porta-voz da FAVL, Ana Yánez, a oposição “unificará todos os protestos” que ocorrem diariamente no país, incluindo os que não ganham visibilidade, com o objetivo de “recuperar o estado de Direito e os Direitos Humanos que estão a ser violados” no país.

Na segunda-feira vão ser anunciadas as próximas ações da oposição, em coordenação com representantes de distintos grupos de oposição ao longo da Venezuela, “para construir uma greve nacional em que todos os setores do país participem”.

A 20 de agosto último o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, implemento um pacote de medidas económicas que incluiu uma reconversão monetária que eliminou cinco zeros ao bolívar forte e fez surgir o bolívar soberano.

O pacote económico incluiu uma desvalorização de 98% da moeda venezuelana (com relação ao dólar norte-americano), o aumento do IVA de 12% para 16% e o aumento do preço dos transportes.

Também o aumento de 35 vezes do salário mínimo dos venezuelanos e a elevação do preços dos combustíveis para valores internacionais.

Vários analistas insistem que um mês depois de implementado o pacote os preços duplicaram no país, aumentando as dificuldades para aceder a produtos básicos e a medicamentos, que além de inacessíveis devido aos baixos salários locais, escasseiam no país.