O primeiro caso de morangos com alfinetes chegou à Nova Zelândia. Depois de o fenómeno, que já foi apelidado de terrorismo comercial, ter espalhado o caos na Austrália, com mais de 100 casos de fruta contaminada, o problema saltou a fronteira marítima e chegou à Nova Zelândia.

Para já, este é o único caso conhecido no país e as autoridades anunciaram que não houve quaisquer relatos de ferimentos. A cadeia de supermercados Countdown, onde foi comprada a embalagem de fruta contaminada, anunciou que irá retirar das suas prateleiras todos os morangos Choice, marca australiana onde foi encontrado o alfinete, como “medida preventiva”.

O primeiro conselho que está a ser dado aos consumidores, à semelhança do que já tinha sido feito na Austrália, é que nenhum morango seja ingerido sem ser cortado antes. A cadeia Countdown avisou ainda os seus clientes que, caso tenham morangos da marca Choice em casa, podem devolvê-los e receber o seu dinheiro de volta, de forma a terem “paz de espírito”.

Na Austrália, o caso que começou com morangos, no início de setembro, já se propagou a outros tipos de fruta havendo relatos de alfinetes e agulhas encontrados em bananas, maçãs e mangas.

Na Austrália, as autoridades continuam sem saber se se trata de sabotagem levada a cabo por uma única pessoa ou se se trata de um ataque concertado. E acreditam que muitos dos casos relatados até agora sejam apenas imitações dos casos iniciais.

Seja o que for, já foi considerado um ato de terrorismo comercial e a indústria de produtores de morangos corre sérios riscos financeiros. Para tentar evitar cenários de falência, o Governo disponibilizou um fundo de 1 milhão de dólares australianos (616.211 euros) para ajudar os produtores, enquanto que em Queensland, onde tudo começou, o governo daquele estado australiano ofereceu uma recompensa de 100 mil dólares australianos (61.621 euros) a quem fornecer pistas que levem à detenção e condenação do responsável pela contaminação dos morangos.