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Crédito

Mourinho Félix pede “vigilância” ao crédito ao consumo, para evitar “excessos do passado”

O Secretário de Estado adjunto e das Finanças alerta que é necessário “vigilância” sobre os bancos para que não exagerem na concessão de crédito ao consumo, para evitar os erros do passado.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O Secretário de Estado adjunto e das Finanças alerta que é necessário “vigilância” sobre os bancos para que não exagerem na concessão de crédito ao consumo, para evitar “excessos” e “riscos” como os que se acumularam no passado.

“Os bancos estão, hoje, mais fortes. O crédito voltou a circular e a chegar a empresas com bons projetos e às famílias que procuram uma casa ou um carro”, comentou Ricardo Mourinho Félix, lembrando que dados recentes do Banco de Portugal indicaram que se está a conceder crédito ao consumo a um ritmo de 20 milhões de euros por dia.

As declarações do secretário de Estado foram proferidas durante uma conferência em Lisboa, organizada pelo “Jornal de Negócios”, para falar sobre a banca do futuro.

“Sem dúvida que o crédito é um elemento fundamental para o crescimento da economia, sobretudo se for canalizado para os projetos mais produtivos e que criem mais emprego”, comentou Mourinho Félix, lançando, contudo, um repto para que o crédito seja concedido de forma “responsável”.

O elevado nível de crédito malparado é, ainda “um problema, ao qual os bancos têm sabido dar resposta”, defendeu Ricardo Mourinho Félix. Mas é “fundamental” haver “vigilância para assegurar que não se acumulam novos riscos ou situações como as que vimos no passado”.

O crédito, e em especial o crédito ao consumo, é um ativo importante para a rentabilidade da banca, sobretudo numa era de juros baixos — mas é preciso ser acompanhado de perto para evitar excessos”.

Sobre o futuro da banca, Mourinho Félix reconheceu que “a era digital vai abanar a banca, cada vez mais os clientes vão preferir os canais digitais”. Contudo, o responsável alertou o setor para não “entrar em euforias” e garanta que aqueles clientes que não conseguirem acompanhar a evolução tecnológica não podem ser “marginalizados”. Os serviços bancários têm de ser prestados com comissões “acessíveis”, acrescenta Ricardo Mourinho Félix.

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