O Governo de Pedro Sánchez continua a ganhar popularidade em Espanha, ao passo que a nova liderança do Partido Popular (PP) não conseguiu renovar a confiança do eleitorado após a queda do executivo de Mariano Rajoy e a eleição de Pablo Casado para liderar os conservadores espanhóis.

Essa a principal conclusão a retirar do barómetro do CIS, uma das principais sondagens espanholas. Na edição mais recente, publicada o PSOE surge com 30,5% dos votos — subindo assim ligeiramente em relação aos 29,9% previstos no barómetro do CIS publicado no início de agosto, o primeiro a colocar o PSOE na frente durante a era de Sánchez.

O PP, que em agosto tinha tido uma previsão de 20,4% em ex-aequo com o Ciudadanos, sobe agora para segundo lugar com 20,8% das previsões de votos. O Ciudadanos cai para terceiro com 19,6% e o Unidos Podemos (a junção da Esquerda Unida com o Podemos) mantém-se em quarto lugar com 16,1%, subindo desta forma 0,6% em relação à última sondagem do CIS.

A apreciação dos espanhóis do Governo de Pedro Sánchez parece assim não ser afetada pela sucessão de escândalos em que o executivo socialista tem sido envolvido — além das acusações de plágio em torno da tese de mestrado de Pedro Sánchez, dois ministros apresentaram demissão nos primeiros 100 dias de Governo. O primeiro a sair foi o ex-ministro da Cultura e Desporto Màxim Huerta, por irregularidades fiscais; e a segunda saída foi da ex-ministra da Saúde, Carmen Montón Giménez, por problemas quanto ao seu mestrado.

Também o início do processo legislativo para levar a cabo a exumação de Francisco Franco do Vale dos Caídos, que divide a opinião pública espanhola, parece ter pouca influência nas intenções de voto.

2019 é ano de várias idas às urnas para os espanhóis

Se as eleições gerais não forem entretanto antecipadas — um cenário que não é totalmente descartado entre os corredores da política de Madrid —, os eleitores espanhóis só deverão escolher um novo Governo em 2020.

Porém, até lá há três idas às urnas importantes. Primeiro, as eleições autonómicas da Andaluzia, região com maior população em todo o país e importante barómetro para os plebiscitos posteriores, que deverão ser disputadas até março de 2019.

Depois, a 26 de maio, há uma ida tripla às urnas: para as eleições autonómicas (com a exceção da Andaluzia, Galiza, País Basco e Catalunha), para as eleições municipais em todo o país e para as eleições para o Parlamento Europeu.