A Comissão Europeia propôs hoje destinar mais 40 milhões de euros aos refugiados palestinianos, de modo a permitir que escolas e estabelecimentos de saúde continuem a funcionar.

Bruxelas avançou hoje com a proposta de uma ajuda suplementar à Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês) no valor de 40 milhões de euros, para que esta continue a assegurar o acesso à educação a 500 mil crianças refugiadas, cuidados de saúde básicos a mais de 3,5 milhões de pacientes e ajuda a mais de 250 mil refugiados vulneráveis.

“Hoje, reafirmamos o nosso apoio político e financeiro à UNRWA. Esta é fundamental para a perspetiva de uma solução com dois Estados. Apoiar a UNRWA é apoiar a paz e a segurança no Médio Oriente, o que é do nosso interesse estratégico”, observou a chefe da diplomacia europeia.

Federica Mogherini falava durante uma reunião bilateral com a agência das Nações Unidas, à margem da reunião anual da Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque. Este envelope suplementar eleva a ajuda concedida pela União Europeia às atividades da UNRWA em 2018 a 146 milhões de euros. Nos últimos três anos, o montante total da contribuição da União Europeia e dos seus Estados-membros ficou próximo dos 1,2 mil milhões de euros.

Na quinta-feira à noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Aymane Safadi, já tinha anunciado que a agência recebeu cerca de 101 milhões de euros em novos fundos para enfrentar a crise causada pela retirada total do apoio dos Estados Unidos da América. Washington, que entregou 350 milhões de dólares (302 milhões de euros) em 2017, anunciou há um mês o fim do seu financiamento, denunciando a natureza “tendenciosa” das atividades da agência UNRWA.

A agência, que ajuda mais de três milhões de refugiados palestinianos, lançou um apelo a pedir mais contribuições, dizendo que precisava de 200 milhões de dólares (cerca de 173 milhões de euros) para cobrir o seu défice este ano e continuar a financiar as suas escolas e centros de saúde.