Assalto em Tancos

Inspetor da Polícia Judiciária Militar está “arrependido mas de consciência tranquila”

Major Vasco Brazão sublinha que "a salvaguarda dos interesses nacionais é sempre superior aos interesses individuais" e admite que vai prestar declarações em tribunal quando regressar a Lisboa.

PAULO NOVAIS/LUSA

O chefe da equipa da Polícia Judiciária Militar que investigou o furto a Tancos regressa a Lisboa na terça-feira para ser detido, no âmbito da Operação Húbris. Em contagem decrescente para esse regresso, o major Vasco Brazão antecipa aquilo que resultará do seu depoimento perante o juiz de instrução. No Facebook, diz-se “arrependido, mas de consciência tranquila”.

A partir de Bangui, capital da República Centro Africana, onde está numa missão da União Europeia, Vasco Brazão recorreu ao Facebook para deixar uma mensagem. “Em breve vou apresentar-me à Justiça. Infelizmente, por estar na República Centro Africana, ainda não o pude fazer. Nada mais quero que, rapidamente, esclarecer a verdade dos factos. Não sou criminoso nem tão pouco os meus Camaradas de Armas o são. Somos militares. Cumprimos ordens. Estamos prontos para morrer na defesa e na salvaguarda do interesses Nacionais. Somos formados assim”, escreve o militar.

Em breve vou apresentar-me à Justiça.Infelizmente, por estar na República Centro Africana, ainda não o pude fazer….

Posted by Vasco Brazão on Saturday, September 29, 2018

Brazão sublinha que “a salvaguarda dos interesses nacionais é sempre superior aos interesses individuais”, o que não o impede de viver um “misto de sentimentos” sobre os acontecimentos do último ano. “Estou arrependido mas de consciência tranquila. Como é que é possível esta duplicidade de sentimentos? É o que irei procurar transmitir ao Ministério Público. Os meus familiares conhecem-me bem, os amigos também e a minha carreira fala por si”, diz já a terminar a mensagem.

Este domingo de manhã, a publicação já contava com mais de 50 comentários dezenas de partilhas.

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PCP

Patrão santo, funcionário posto fora da loja /premium

José Diogo Quintela

Estou chocado. Nunca pensei que o PCP não cumprisse a lei laboral. Mas o PCP está ainda mais chocado: nunca pensou ser obrigado a cumprir a lei laboral. É que escrevê-la é uma coisa, obedecê-la outra.

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