Setenta e um estrangeiros estavam na cidade indonésia de Palu, na ilha de Celebes, quando esta foi atingida por um terremoto seguido por um tsunami, informou este domingo a Agência Nacional de Gestão de Desastres.

Entre os 71 estrangeiros, há “três franceses sobre os quais não conhece a situação”, além de um malaio e um sul-coreano, disse em conferência de imprensa o porta-voz da agência, Sutopo Purwo Nugroho.

Entre os restantes estrangeiros encontrados estão um alemão, um belga, um singapurense, dez vietnamitas, 32 tailandeses e 21 chineses, disse o responsável.

O número de mortos causados pelo terramoto de magnitude 7,5 seguido de tsunami, que abalaram na sexta-feira a ilha de Celebes, na Indonésia, subiu para 832, segundo um novo balanço divulgado hoje pelas autoridades locais.

A maioria das vítimas (821) registou-se em Palu, cidade com cerca de 350.000 habitantes na costa oeste de Celebes, havendo também registo de mortes (11) em Dongalla.

No entanto, a Cruz Vermelha Internacional já alertou que há pouca informação sobre Danggala, cidade de difícil acesso, afirmando ser “extremamente preocupante”.

O Presidente da Indonésia, Joko Widodo, está em Palu a visitar a área mais afetada.

As falhas nas comunicações têm dificultado os trabalhos das equipas de busca e salvamento no terreno, mas as agências internacionais falam em centenas de feridos a receber tratamento médico em tendas improvisadas no exterior.

As autoridades indonésias reabriram hoje o aeroporto de Palu, o que vai acelerar a chegada de ajuda humanitária.

Os voos comerciais serão limitados e as operações de emergência e de ajuda humanitária terão prioridade, num momento em que os dados oficiais apontam também para mais de meio milhar de feridos e mais de 16 mil deslocados.

A Força Aérea da Indonésia vai enviar dezenas de aviões Hercules, quatro aeronaves Boeing 737, cinco CN 295, duas aeronaves CN 235 e vários helicópteros para reforçarem o apoio às operações de resgate, humanitárias, nas evacuações e na logística.

O Ministério da Saúde está a organizar a chegada de pessoal e suprimentos médicos a Palu e a Donggala.

A Indonésia assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde, em cada ano, se registam cerca de 7.000 terramotos, a maioria moderados.

Entre 29 de junho e 19 de agosto, pelo menos 557 pessoas morreram e quase 400.000 ficaram deslocadas devido a quatro terramotos de magnitudes compreendidas entre 6,3 e 6,9, que sacudiram a ilha indonésia de Lombok.