Rádio Observador

Tech Auto

Vêm aí as fuel cells a hidrogénio boas e baratas

1.075

Os eléctricos vieram para ficar, mas há (muitos) especialistas que não são fãs de baterias. A fuel cell a hidrogénio é uma boa alternativa, sobretudo a criada pela Universidade de Stanford e a VW.

Para já, o futuro passa pelos veículos eléctricos alimentados por bateria, mas esta é cara e pesada e tem de ser recarregada ligando-a à rede eléctrica, o que pode ser um problema quando o número deste tipo de veículos em circulação ultrapassar largos milhares, ou até mesmo milhões, por cidade. Consciente das dificuldades colocadas pelas baterias, a indústria sempre procurou alternativas e as fuel cells a hidrogénio, também conhecidas por células ou pilhas de combustível, surgem como a melhor solução. Porém, são caras, pelo menos as que já estão disponíveis no mercado.

O objectivo das fuel cells a hidrogénio é produzir a electricidade a bordo, para o que apenas é necessário encher um depósito com hidrogénio (sob pressão mas à temperatura ambiente), operação que é tão rápida quanto atestar de gasolina. Depois é esperar que o hidrogénio se associe ao oxigénio retirado do ar que respiramos e, no processo, produzir electricidade e água quente e pura.

Mas nem tudo são rosas nesta tecnologia, pois as fuel cells são dispendiosas de fabricar, porque para funcionarem necessitam de um catalisador, que por vez precisa de platina, material que está longe de ser barato. O precioso metal é tradicionalmente misturado, em pequenas partículas, com pó de carbono, o que leva a um grande desperdício de platina, pois nem todas as partículas ficam à superfície e logo funcionais.

É aqui que entra a descoberta dos cientistas da Universidade de Stanford, em colaboração com a Volkswagen. Juntos desenvolveram um novo sistema, denominado Atomic Layer Deposition (ALD), em que os átomos de platina são colocados especificamente na superfície do carbono, reduzindo a necessidade de platina a uma pequena fracção e, por outro lado, triplicando a eficiência energética da célula e incrementando a sua longevidade.

Esta tecnologia abre grandes possibilidade para a redução de custos, devido à menor quantidade de platina utilizada, mas porque nos permite igualmente conceber fuel cells mais eficazes e duradouras, sendo que esta nova solução técnica também pode ser utilizada para melhorar a próxima geração de baterias de lítio”, realça o professor Prinz, de Stanford.

Por outro lado, o responsável pelo Departamento de Investigação do Grupo Volkswagen, Thomas Schladt, sublinha que “esta inovação tem várias aplicações para a indústria automóvel”.

O segundo desafio dos investigadores é reproduzir os ganhos que já demonstraram em laboratório numa escala industrial, o que por vezes é um objectivo mais difícil de atingir do que pode parecer à primeira vista. Contudo, face ao potencial tecnológico da universidade em causa e da Volkswagen, bem como os avultados meios que os alemães certamente irão colocar à disposição deste projecto, é bem possível que em breve haja novidades, para que as fuel cells se tornem numa ainda melhor alternativa às baterias, como forma de impulsionar os veículos eléctricos.

Recomendador: descubra o seu carro ideal

Não percebe nada de carros, ou quer alargar os horizontes? Com uma mão-cheia de perguntas simples, ajudamo-lo a encontrar o seu carro novo ideal.

Recomendador: descubra o seu carro idealExperimentar agora

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)